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21/09 - Primeira quilombola mestre da Unicamp estudou remédio natural para tratar solo no Vale do Ribeira: 'Resistir preservando'
Em entrevista à série Nossa Gente, que comemora os 40 anos da EPTV, afiliada da TV Globo, Maíra Rodrigues da Silva ressaltou o legado africano no desenvolvimento da agricultura orgânica. Selo programa Nossa Gente: especial dos 40 anos da EPTV Arte / EPTV Maíra Rodrigues da Silva tornou-se, em 2017, a 1ª mestre quilombola da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em entrevista à série Nossa Gente, que comemora os 40 anos da EPTV, afiliada da TV Globo, ela explicou como encontrou, no contato com a natureza, uma forma de resistir preservando a natureza com um tratamento natural para o solo e os mananciais do Vale do Ribeira. Maíra Rodrigues da Silva é mestre em Geociências pela Unicamp Reprodução/EPTV A comunidade de Ivaporunduva fica na região do município de Eldorado (SP) e tem como uma das principais características o cultivo da banana orgânica para comercialização. Neste local, nasceu Maíra, em 1991. “Eu saí de Ivaporunduva aos 18 anos e fui estudar em Campinas”, contou. "A gente para e pensa quanto legado a gente trouxe, principalmente em preservação. Penso o quanto nossos antepassados negros que vieram de África nos deixaram esse legado de resistir na natureza, resistir preservando”. 'Nossa Gente': 1ª quilombola mestre da Unicamp estudou remédio natural para tratar solo Fitorremediação Banana é cultivada para comercialização na comunidade do quilombo de Ivaporunduva Reprodução/EPTV Mestre pelo Instituto de Geociências da universidade pública campineira, Maíra detectou que o Rio Ribeira de Iguape, que banha a região, sofreu uma intervenção por conta da extração de ouro no século XX. "Existe uma preocupação do que a gente tem na água, se isso interfere ou não na produção que está à margem do rio". Com a fitorremediação (processo que usa plantas para purificar ambientes contaminados), a mestre descobriu que a Canavalia ensiformis, popularmente conhecida como feijão-de-porco, poderia auxiliar na redução da poluição às margens do rio. "A água é fertilizante natural de todo esse leito. O método era tentar diminuir a poluição usando uma planta que a gente já tivesse aqui", explicou. Ivaporunduva Ivaporunduva foi formada no século XVII como quilombo por escravos e descendentes que foram trazidos de Angola, Guiné e Moçambique para trabalhar no garimpo do ouro. "Eles contavam que a mineração, que os negros traziam o minério lá do meio do mato até a beira do rio", relatou Benedito Alves da Silva, líder comunitário de Ivaporunduva. Ele contou que o quilombo nasceu quando a dona da fazenda que existia no local ficou doente e foi embora. Os escravos assumiram a propriedade. "Antes do quilombo não existia família. Nascia uma criança é era como nascer um bezerro no pasto, o 'amo' que era o dono". Povo de Ivaporunduva resiste em Eldorado, na região do Vale do Ribeira Reprodução/EPTV 'Povos da floresta' A memória que Maíra traz, além de resistência, é também de conexão com a natureza. Toda a produção do local é orgânica, com uso da água do Ribeira, do próprio bagaço da banana e outros adubos orgânicos. Segundo ela, o povo trazido da África deparou-se com um ecossistema semelhante ao que era visto em seu continente ancestral. As tecnologias desenvolvidas pelos africanos, apontou Maíra, somadas aos conhecimentos sobre mineração, mostraram como este povo “deve ser pensado e reverberado em outros lugares, também na universidade”. "Me tornei bióloga porque gosto da floresta, de estar aqui, e acredito que na pesquisa há necessidade de ter esses pensamentos também". “Nós já éramos povos da floresta, saímos de uma região tropical e viemos parar na Mata Atlântica, que é tropical. Somos povos que foram se adaptando, sabendo viver com a mata. Eu dou continuidade a este legado através da pesquisa”. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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21/09 - Oito décadas depois, novas descobertas reacendem debate sobre como morreu Lampião
O jornalista e historiador João Marcos Carvalho, que produziu documentário sobre os últimos dias do cangaceiro, pediu análise das peças que Lampião usava ao morrer. Perícia pedida por historiador deu mais detalhes sobre morte de Lampião (terceiro da esq. para a dir.) Divulgação/GESP/BBC Mais de oito décadas se passaram, e a história ainda não chegou à conclusão de como Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, foi morto. O debate ainda rende entre pesquisadores do cangaço e segue longe de um consenso sobre como se deram os últimos suspiros de Lampião. Há até mesmo quem duvide de sua morte. Uma novidade trouxe mais elementos a um debate que parece não ter fim. Trata-se de uma perícia feita nas roupas e objetos que estavam com Lampião no dia da emboscada policial na grota do Angico, sertão de Sergipe, em 27 de julho de 1938. Após as mortes, as cabeças de Lampião, sua esposa Maria Bonita e outros cangaceiros foram cortadas e expostas ao público como troféu no Recife. Músico que tocou para Lampião comemorou 100 anos A polêmica estátua de Lampião que divide cidade pernambucana As peças estavam guardadas intocáveis até então no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas – como a operação que caçou o cangaceiro na caatinga foi feita pela Polícia Militar do Estado, Alagoas herdou o material e o guarda como relíquia até hoje. A análise foi feita pelo perito Victor Portela, do Instituto de Criminalística de Alagoas. A BBC News Brasil teve acesso ao documento inédito, datado de 19 de julho de 2019, que atesta que Lampião teria recebido três tiros. Mas a morte do rei do cangaço apresenta teses e mais teses. Uma delas é que Lampião e o bando foram envenenados antes do tiroteio, e que a polícia disparou contra o grupo já morto. Há quem defenda que o rei do cangaço não morreu em Angico, mas, sim, um sósia – o verdadeiro cangaceiro teria morrido com 100 anos em Minas Gerais. "Se quiser, conto as duas mil teses que existem sobre a morte", brinca o historiador e jornalista João Marcos Carvalho, autor do documentário ainda inédito Os Últimos Dias do Rei do Cangaço. Foi ele quem pediu ao perito alagoano uma análise das peças, que deve reabrir um debate que parecia ter encontrado seu fim no ano passado, quando o escritor Frederico Pernambucano de Mello publicou livro Apagando Lampião. Segundo perícia, tiro acertou o punhal usado por Lampião e foi desviado para a região umbilical Ingryd Alves/BBC Na publicação, o pesquisador do cangaço afirma que Lampião morreu com um único tiro disparado a oito metros de distância pelo cabo Sebastião Vieira Sandes. A versão ainda diz que o tiro certeiro foi dado de fuzil, conforme relatado pelo próprio policial alagoano autor do disparo – que o procurou quando estava com doença terminal em 2003 para revelar o que seria o maior segredo. Debate Para Carvalho, a tese de Frederico está errada. Ele diz que Lampião foi morto pela polícia em uma emboscada e estava com outros integrantes do grupo quando foi surpreendido. Em busca de mais detalhes sobre o enigma da morte do cangaceiro, Carvalho pediu um laudo ao perito alagoano. "Procurei o perito Victor Portela e solicitei a análise daqueles objetos que estavam guardados e nunca tinham sido mexidos", explicou. À BBC News Brasil, o perito disse que de imediato aceitou a missão. Ainda em 2018, ele iniciou a análise no punhal, nas cartucheiras e nos bornais (tipo de bolsas usadas pelo cangaço) de Lampião. Segundo ele, foram percebidos pontos de impacto e perfurações nos materiais utilizados. O laudo de Portela diz que foram três tiros. O primeiro deles acertou o punhal, e a bala acabou desviada para a região umbilical; outro atravessou a cartucheira – que era utilizada no ombro – e atingiu o coração; e o terceiro atingiu cabeça. Perito Victor Portela, que fez análise das roupas e objetos que lampião estava usando na hora de sua morte Ingryd Alves/BBC Para o perito, é impossível saber qual dos tiros – ou se a combinação deles – matou Lampião. Mas ele destaca que sua experiência como perito aponta um dado controverso das teorias até então: os disparos no peito e na barriga não matariam o cangaceiro instantaneamente. "Ele poderia morrer alguns minutos depois pelo sangramento. Só o tiro na cabeça o mataria rápido, mas não temos como dizer a cronologia dos disparos", explicou. Esculturas gigantes vendidas na Fenearte despertam atenção de visitantes Artesã faz peças de biscuit retratando Lampião e Maria Bonita Um dos pontos novos apresentados no laudo veio da análise dos bornais feitos por Dadá (famosa cangaceira do grupo), que tinham duas marcas de tiros. João Marcos crê que Lampião não teve tempo de vesti-los no momento do tiroteio. "Quando o bando chegou à grota, o local não estava em um silêncio de catedral. Lampião estava vestindo a cartucheira, o punhal e tomou os tiros ali. Não deu tempo de ele vestir os bornais", explicou. Portela concorda com o jornalista e historiador, revelando que a perícia mostrou que os tiros foram dados de cima pra baixo, e que os bornais não tinham marca de sangue. "Ficou uma incógnita com relação aos bornais, mas quando fiz a sobreposição das cartucheiras com os bornais, vi que não há compatibilidade com nenhum dos disparos", afirmou. Historiador revela a identidade do assassino de Lampião Neta rechaça ideia de um tiro Vera Ferreira, neta de Lampião, disse à BBC News Brasil acreditar que a perícia recente sustenta a teoria mais correta a respeito da morte do avô. Ferreira não acredita na versão de tiro único, nem de envenenamento, muito menos de que seu avô sobreviveu e morreu em Minas Gerais. "Quando o corpo do meu avô foi periciado, apontou-se três tiros", disse. Questionada sobre a versão de que o cabo Sandes ter matado o avô, Vera afirmou que não é possível saber quem matou Lampião. "Quem deu o tiro de misericórdia? Imagine várias pessoas atirando ao mesmo tempo, o mesmo alvo, ninguém sabe", completou. O 'julgamento' de Lampião Além da polêmica da forma da morte, a história de Lampião também levanta o questionamento: herói ou bandido? Matar Lampião era um desejo das autoridades brasileiras desde a segunda metade da década de 1930. A ordem foi dada pelo então presidente Getúlio Vargas. Atendendo a pedidos de políticos nordestinos, ele impôs uma longa caçada ao bando. Perícia também analisou bornais (bolsas usadas pelo cangaço) de Lampião Ingryd Alves/BBC Um seminário marcado para 2020, em Piranhas, sertão de Alagoas, vai levar as teses da morte e "julgar" se Lampião era herói ou bandido. "Existem aqueles que defendem que Lampião era bandido, mas alguns dizem que o cangaceiro era uma vítima da sociedade. Vamos analisar isso". O júri será composto por promotores, juízes, advogados e os historiadores, aos quais serão apresentadas as versões, casos e opiniões. O perito Victor Portela também contou que na ocasião será apresentado o laudo. "Vamos utilizar a perícia para excluir teorias que não são compatíveis com os fatos que foram levantados. Vamos filtrar e excluir teorias que realmente não batem", disse. "Além do julgamento queremos posteriormente fazer uma análise no local com reprodução simulada para ver os pontos de impacto no local", disse. Os 80 anos da morte de Lampião
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20/09 - Estudantes desocupam reitoria da UFFS, em Chapecó, e reitor vai para gabinete
Alunos deixaram prédio perto das 10h desta sexta-feira (20). Desocupação foi decidida em assembleia no final da noite de quarta (18). Estudantes desocupam prédio da reitoria da UFFS, em Chapecó UFFS/Divulgação Os estudantes que ocupavam o prédio da reitoria da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó, no Oeste catarinense, deixaram totalmente o local por volta das 10h desta sexta-feira (20), segundo alunos que participam do movimento. A reitoria da universidade informou que o reitor foi na tarde desta sexta para o prédio e que já atua no gabinete. Os alunos começaram a sair do local no final da noite de quarta (18), quando houve uma assembleia do movimento que decidiu pela desocupação. Os estudantes estavam no prédio da reitoria desde 30 de agosto. Eles protestam contra a nomeação de Marcelo Recktenvald para reitor da universidade. De acordo com os estudantes, foi entregue para os trabalhadores terceirizados o controle do portão do prédio. O tempo até a manhã desta sexta foi usado para a retirada de colchões, barracas e alimentos, além da realização da limpeza do local. Saída Recktenvald foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) para reitor mesmo sendo o terceiro colocado dos votos para o cargo. Os estudantes disseram à NSC TV que a manifestação é por considerar a postura do presidente antidemocrática. Reitor Marcelo Recktenvald (segundo da esquerda para a direita) conversa com servidores da reitoria da UFFS, em Chapecó, na tarde desta sexta-feira (20) UFFS/Divulgação A assembleia em que os alunos decidiram sair da reitoria ocorreu após a reunião ordinária do Conselho Universitário (Consuni) da UFFS. Nesse encontro, os conselheiros aprovaram os pedidos feitos pelos estudantes que estavam na ocupação. Por isso, os alunos aceitaram deixar o prédio da reitoria. No domingo (15), integrantes do Consuni apresentaram uma carta com pedido de renúncia a Marcelo Recktenvald do cargo de reitor da instituição. Os conselheiros, entre titulares e suplentes, exigem a renúncia por entenderem que "sua nomeação, feita pelo Presidente da República, por meio de Decreto publicado no Diário Oficial da União em 30 de agosto de 2019, representa clara violação à autonomia da UFFS e desrespeito para com a comunidade universitária". Recktenvald tomou posse como reitor em cerimônia em Brasília ocorrida em 4 de setembro. Lista tríplice Recktenvald assumiu o lugar de Jaime Giolo, que ocupava o cargo de reitor eleito da UFFS desde 2015, quando ocorreu o primeiro processo de consulta previa à comunidade universitária e a votação do Consuni. Antes disso, desde 2009, o próprio Giolo estava à frente do cargo como reitor pro tempore, ou seja, que foi designado temporariamente pelo Ministério da Educação (MEC). Estudantes ocupam a reitoria da UFFS após posse de reitor Fernanda Moro/NSC TV O processo de escolha de composição da lista tríplice para reitoria da universidade - o segundo em sua história - teve o primeiro turno realizado em 29 de abril deste ano. O processo de consulta prévia contou com quatro chapas inscritas e participação de mais de 6 mil pessoas. Recktenvald teve 21,40% do total de votantes, ficando em terceiro lugar. O reitor nomeado por Bolsonaro não chegou a participar do segundo turno do processo, realizado em 28 de maio. Participaram as duas chapas mais votadas. O resultado foi Anderson André Genro Alves Ribeiro em primeiro lugar, com 54,1%; e Antônio Inácio Andrioli, com 45,9%. Segundo a UFFS, não há hierarquia na lista tríplice, ou seja, qualquer um dos três indicados pelo Conselho Universitário pode ser nomeado. Conforme a legislação vigente, “o reitor e o vice-reitor de universidade federal serão nomeados pelo Presidente da República e escolhidos entre professores dos dois níveis mais elevados da carreira ou que possuam título de doutor, cujos nomes figurem em listas tríplices organizadas pelo respectivo colegiado máximo, ou outro colegiado que o englobe, instituído especificamente para este fim, sendo a votação uninominal”. O reitor recém-empossado da UFFS foi nomeado por meio do Decreto de 29 de agosto de 2019. A UFFS atualmente tem campi em seis cidades, entre os três estados do Sul. Em Santa Catarina está o maior deles, em Chapecó. No Rio Grande do Sul, são três campi, em Passo Fundo, Erechim e Cerro Largo. Há dois também no Paraná, em Laranjeiras do Sul e Realeza. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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20/09 - Após críticas do MEC, secretários de Educação dizem apoiar Fundeb com 40% de verbas da União
Fundo da educação básica recebe, hoje, 10% de dinheiro federal. MEC propõe máximo de 15%, mas relatora Dorinha Rezende (DEM-TO) e gestores locais querem 40% em 11 anos. Câmara discute novo modelo do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) Lourdes ÑiqueGrentz/Pixabay O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) anunciou, nesta sexta-feira (20), apoio formal à proposta da deputada Dorinha Rezende (DEM-TO) para o novo modelo do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Dorinha é relatora de uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema, e defende que a União complemente o valor do Fundeb com percentuais cada vez maiores, até o patamar de 40%. Hoje, esse aporte é de 10%. O Ministério da Educação e o Ministério da Economia aceitam ampliar a contribuição federal, mas defendem um valor máximo menor, de 15%. Na quinta (19), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, informou que o governo não apoiará o texto de Dorinha no Congresso. Na nota, o Consed cita dados do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019 sobre a desigualdade entre as redes de ensino. Segundo o estudo, além da renda familiar, a diferença no tamanho do investimento de estados e municípios faz com que, na rede pública, a diferença de aprendizagem entre alunos mais ricos e mais pobres chegue a 80%. “Ao todo, 45% dos entes federativos têm um VAAT (Valor Aluno/Ano Total)1 abaixo de R$ 4,3 mil, valor calculado como a referência mínimo para que as redes de ensino tenham condições de avançar de forma consistente no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)”, diz o texto dos secretários de educação. O Consed é formado pelos 26 secretários estaduais de educação, além do secretário do DF. O Fundeb com aporte mais robusto da União tem apoio, inclusive, dos secretários de estados "mais ricos", que não recebem essa complementação federal. Como funciona Atualmente, o Fundeb reúne percentuais fixos da arrecadação de impostos de estados e municípios. Depois que esse valor é calculado, o governo federal complementa o fundo com 10% adicionais. Essa verba da União é destinada aos Estados e municípios com a menor verba por aluno – justamente para diminuir as desigualdades regionais. O problema, segundo especialistas, é que esse aporte é pequeno demais para equalizar as redes de ensino. Assim, mesmo com o aporte federal, alunos do Norte e Nordeste recebem investimento menor que os do Centro-Sul do país. Em 2018, por exemplo, nove estados receberam complementação do Fundeb. Com isso, todos eles chegaram ao mesmo patamar: R$ 3.238,52 por aluno, naquele ano. Os outros 16 estados e o Distrito Federal, mesmo sem verba da União, puderam investir mais que isso por estudante. O MEC e a Economia defendem que esse aporte de 10% aumente um ponto percentual por ano, até chegar aos 15%. A proposta da deputada Dorinha, que deve ser analisada pela Câmara em breve, prevê 15% já no primeiro ano, 25% no quinto ano e 40% no décimo primeiro ano de vigência. Além disso, torna o Fundeb parte integrante da Constituição Federal, com validade permanente. Segundo Dorinha, cálculos feitos pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados apontam um impacto de R$ 279 bilhões para os cofres federais em 10 anos, se a proposta dela for aprovada. O Ministério da Economia diz que essa proposta custaria R$ 855 milhões – quase todo o valor poupado com a Reforma da Previdência.
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20/09 - Bilionário negro cumpre promessa e doa US$ 34 milhões para quitar dívidas estudantis nos EUA
Robert F. Smith é o afrodescendente mais rico dos Estados Unidos. Em maio ele havia prometido pagar os débitos de toda a turma de 2019 do Morehouse College, em Atlanta. Robert F. Smith, que anunciou que vai pagar a dívida estudantil de uma turma inteira Steve Schaefer/AP O bilionário americano Robert Smith cumpriu sua promessa, feita em maio, de pagar as dívidas estudantis de toda a turma de formandos de 2019 de uma universidade historicamente frequentada por alunos negros, doando US$ 34 milhões (R$ 141 milhões) para a entidade, informa a rede CNN. O presidente do Morehouse College, David A. Thomas, disse que o dinheiro dado por Smith irá para um programa que aceitará mais doações para ajudar outros estudantes. A doação do bilionário ajudará mais de 400 jovens. A promessa O empresário Robert F. Smith anunciou em maio que iria pagar as dívidas dos alunos da universidade de Atlanta, nos sul dos EUA. Ele é o negro mais rico dos Estados Unidos. Com fortuna estimada em US$ 5 bilhões (R$ 20,7 bilhões) pela “Forbes”. A apresentadora Oprah Winfrey, que frequentemente é citada como a pessoa negra mais rica do país, tem cerca de metade dessa soma, também de acordo com a “Forbes”. Smith criou, em 2000, um fundo de investimento chamado Vista Equity Partners, que só faz aportes em empresas de softwares. Bilionário americano paga dívida estudantil de formandos nos EUA Bilionário tem origem de classe média A “Forbes” tem um ranking de autoconstrução de fortuna. Se o bilionário herdou tudo que tem, sua pontuação é baixa. Se ele nasceu pobre e enfrentou dificuldades para se tornar rico, ele tem muitos pontos. Smith recebeu uma nota 8, de 10, nessa categoria. O bilionário veio de uma família de classe média, mas não enfrentou obstáculos grandes para juntar seu dinheiro. Ele cresceu em um bairro negro de classe média da cidade de Denver, no estado do Colorado. Seu pai e sua mãe têm doutorado em educação, segundo o "New York Times". Robert F. Smith promete doação de US$ 40 milhões para pagar dívidas estudantis Reprodução/Twitter A doação que o bilionário fez aos alunos da Universidade de Morehouse, em Atlanta não foi a primeira: ele já havia feito uma de US$ 50 milhões (cerca de R$ 207 milhões) à Universidade de Cornell, onde ele se formou em engenharia. Durante seus estudos, ele foi estagiário na Bell Labs –conseguiu a vaga depois de procurar a empresa todas as semanas durante cinco meses. Segundo o "New York Times", Smith tem um lado excêntrico: gosta de usar ternos de três peças, é dono de um piano que foi de Elton John, se casou na Costa Amalfitana, na Itália, com uma ex-modelo da "Playboy" e deu aos seus filhos nomes de cantores, Hendrix (em homenagem a Jimi Hendrix) e Legend (em uma menção a John Legend).
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20/09 - Bienal de Dança amplia intercâmbio de ideias com Unicamp, inspira alunos para festival e valoriza centro cultural
Universidade é a única estadual paulista que oferece graduação em dança e parceria permite benefícios a estudantes. Mostra segue até domingo (22); veja a programação. Público acompanha espetáculo 'Banho', no CIS-Guanabara Juliana Hilal A realização da 11ª Bienal Sesc de Dança, em Campinas (SP), fez a Unicamp mobilizar a comunidade acadêmica para ter acesso às novas tendências de arte, reforçar intercâmbio de ideias e ações, e ainda impulsionar uso do espaço de cultura CIS-Guanabara, onde atua como administradora. Além disso, a mostra serve de inspiração para alunos que organizam um festival tradicional para outubro. Ela é a única universidade estadual paulista que mantém graduação em dança e o polo criado em 1985 é reconhecido pela instituição privada como fundamental para instalação da Bienal na cidade. Atualmente são 135 alunos matriculados na modalidade e há 25 vagas no vestibular 2020. Ao acompanhar uma série de espetáculos e intervenções, o G1 constatou que alunos e professores são público fiel da mostra. A programação chega ao fim neste domingo e, ao longo dela, a Unicamp contabiliza sete obras delas sediadas no CIS-Guanabara - prédio histórico ligado à época das ferrovias, no Centro - e uma na Casa do Lago, que fica no campus do distrito de Barão Geraldo. O pró-reitor de Extensão e Cultura, Fernando Hashimoto, considera que a oferta de variedade de palcos contribui para a Unicamp e a Bienal. Por isso, a universidade oferece pessoal de apoio aos artistas na área de infraestrutura, incluindo detalhes técnicos das montagens e performances. O pró-reitor de Extensão e Cultura, Fernando Hashimoto Juliana Hilal "É de nosso interesse ter grupos e atualidades na cidade, tornar produções acessíveis à população. Nos interessa a geração do conhecimento que só ocorre quando se compartilha o que cada um está produzindo. E receber, por exemplo, um grupo da Coreia do Sul no seu quintal, seria impossível para o curso de dança se não fosse a força dessa Bienal e esse convênio", destaca. O espetáculo Dancing Grandmothers (Vovós Dançantes), da diretora coreana Eun-Me Ahn, marcou a abertura da mostra e foi apresentado pela primeira vez no Brasil, no galpão do Sesc. Dancing Grandmothers abriu maratona da 11ª Bienal de Dança, em Campinas Young-Mo Choe Novos públicos e integração Segundo Hashimoto, o uso de espaços universitários para a cultura permite atrair a população que está distante da instituição por equívocos ou falta de informações. "A distância entre a Unicamp [no distrito de Barão Geraldo] e Campinas existe, é real, não dá para ignorar. Em pesquisas que fizemos na periferia, muitas pessoas responderam que não iam à Unicamp pois achavam que tinham de pagar para entrar, ou que ela era uma universidade particular", explica. Um dos exemplos de intercâmbio na Bienal ocorreu na obra "Monumentos em Ação", coordenado pela coreógrafa e artista visual argentina Lucía Nacht. Ela escolheu contar com artistas locais para planejar a apresentação e dez pessoas ligadas à universidade foram selecionadas após envio de carta de intenção ao Sesc, embora a candidatura tenha sido aberta ao público. Visitantes assistiram 'De Carne e concreto" na Casa do Lago, na Unicamp Juliana Hilal Para a estudante do curso de artes cênicas da Unicamp Júlia Vilar, de 21 anos, a Bienal serve de motivação aos universitários. "Nessa profissão sabemos que são poucas as oportunidades, mas ver essas obras aqui nos prova que é possível circular e seguir com esse trabalho. Tem esse efeito", valoriza. Segundo ela, as temáticas diversas e com origens distintas ampliam a visão técnica de quem está ingressando na área. "É uma programação bastante extensa, que toca muitas pessoas. Importante pois ali não tem distanciamento, temos a chance de tentar dialogar com atores dessas produções." Festival universitário O propósito de levar produções culturais a diversos pontos da cidade, uma das marcas da Bienal, também reflete entre os universitários que começaram a divulgar a 20ª edição do Festival do Instituto de Artes da Unicamp (Feia). Ele terá oito dias de programação gratuita, entre 6 e 13 de outubro, e o objetivo é ter a existência reafirmada para "reinventar o espaço da universidade" em meio à crise econômica e aos cortes de recursos. Um dos locais de apresentação será a casa Maloca, Arte e Cultura na Vila União, bairro periférico e distante da instituição. "Temos consciência que estamos em um lugar privilegiado. É importante esse movimento de fora para dentro, trazendo gente para universidade, e daqui para fora, levando ações a áreas não acadêmicas", diz a estudante Júlia, uma das coordenadoras, que atua na comunicação do evento. A edição deste ano prevê 80 ações divididas entre oficinas, apresentações, espetáculos, exposições e debates. A lista pode ser conferida no site do evento. CIS-Guanabara impulsionado O espaço do CIS-Guanabara foi impulsionado nesta Bienal, ao receber duas apresentações internacionais e cinco nacionais. Um dos trunfos é a localização na área central do município. O diretor, Marcelo Volpe, explica que a dança é um dos 20 eixos de atuação do espaço cultural que recebe não somente projetos prontos, mas também oferece produções culturais próprias e coproduções com artistas que buscam espaço ou mais recursos. "Temos esses eixos devido a uma visão que a cultura não é só ligada à arte e entretenimento, mas que tudo passa por ela. Então temos a dança, e outras áreas de interesse humano, como leitura e mobilidade, por exemplo." Segundo ele, o total de público registrado no CIS subiu de 25 mil em 2017 para 65 mil em 2018. Veja página especial sobre a 11ª Bienal Sesc de Dança.
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20/09 - Cientistas fazem carta para estudantes levarem às escolas como justificativa em dia de greve pelo clima
Nesta sexta (20), diversas manifestações estão marcadas em todo o mundo contra as mudanças climáticas. A mobilização tem origem no movimento 'Fridays For Future', da adolescente ativista Greta Thunberg, que desde agosto de 2018 falta às aulas nas sextas-feiras para protestar pelo clima. A mobilização de estudantes para a Greve Global pelo Clima, marcada para esta sexta-feira (20) em diversas partes do mundo, ganhou apoio de cientistas que estão compartilhando imagens de cartas assinadas por eles para que os jovens entreguem nas escolas para justificar a falta nas aulas. Greve global pelo clima atrai milhares de manifestantes nas ruas nesta sexta A Greve pelo Clima teve origem no "Fridays For Future" (Sextas-feiras pelo Futuro, em inglês), que ganhou repercussão com a adolescente sueca de 16 anos Greta Thunberg. Desde 2018 Greta falta às aulas nas sextas-feiras para protestar pelo clima. A iniciativa rendeu a indicação ao Prêmio Nobel da Paz e fez com que diversas outras greves se espalhassem pelo mundo. No Brasil, ao menos duas mobilizações tiveram repercussão nacional, uma em março e outra em maio. A ideia da carta de apoio para justificar as faltas foi do doutor climatologista Peter Gleick, membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos e vencedor do Prêmio Carl Sagan de 2018 para Popularização da Ciência. Ele é contra as críticas que dizem que os estudantes deveriam ficar em sala de aula para aprender, em vez de protestarem. "As crianças podem aprender muito sobre o mundo real ao experimentá-lo", afirmou o climatologista Peter Gleick, em entrevista ao G1. "Acredito que [nas manifestações] eles aprenderão lições importantes para toda a vida sobre ciência, política, engajamento cívico e responsabilidade social – e essas lições são, em última análise, mais importantes e mais valiosas do que passar mais um dia na sala de aula." Apoio A atitude ganhou repercussão e ao menos outros três especialistas fizeram o mesmo, assinando outras cartas que poderiam ser usadas em seus nomes: os climatologistas Peter Kalmus e Heather Price e o psicoterapeuta que estuda as doenças psíquicas associadas ao clima Andrew Bryant. Carta da cientista Heather Price compartilhada em suas redes sociais para que estudantes imprimam e justifiquem as suas faltas na escola em dia de Greve pelo Clima. Reprodução/Twitter/@huprice A carta original do professor Gleick (veja abaixo) foi postada em um tuíte para que o estudante copiasse, colasse e imprimisse. A cientista Heather Price usou o mesmo conteúdo e publicou a carta escrita à mão (leia acima), para que fosse impressa. Initial plugin text O conteúdo, na tradução em português, fica assim: “Querido professor, Por favor, me desculpe pela falta de _____________ na sexta. Eles estavam participando de um projeto especial de educação para mim (e para o resto do mundo) sobre estratégias para impedir as #mudançasclimáticas. Eles ficarão felizes em enviar um trabalho extra para compensar a falta. Obrigada, Dr. Peter Gleick [ou Heather Price, dependendo da versão], climatologista.” Os outros cientistas adaptaram o teor da carta. A de Bryant, publicada em seu perfil "Climate & Mind", diz que o estudante poderá sofrer de depressão, ansiedade e falta de esperança devido a mudanças no clima. "O envolvimento em protestos e ações com seus pares poderá beneficiar a sua saúde mental e a resiliência", afirma o psicoterapeuta. Initial plugin text Já Peter Lamis fala em "momento histórico" e diz que "não há nada mais importante para os estudantes fazerem" do que participar da greve. Initial plugin text Aprender experimentando Gleick diz que teve a ideia com base em sua própria experiência: os filhos já tiveram que faltar às aulas por longos meses, fosse por motivo de viagem ou doença, e contaram com a colaboração dos professores para que fizessem trabalhos e recuperassem os conteúdos. Quando viu que algumas escolas estavam planejando punir os alunos que faltassem, Gleick pensou em fazer a carta com a justificativa, assinada por um cientista. "Comecei a ver negacionistas do clima e críticos das ações desses estudantes tentando argumentar que eles deveriam permanecer na escola em vez de se manifestar, e vi alguns relatos de que algumas escolas estavam pensando em penalizar as ausências. Isso me deu a ideia de oferecer aos alunos uma carta para justificar as ausências, alegando que seus esforços eram importantes para a sociedade, mas também teriam retorno educacionais para eles", afirma Gleick. Climatologista Peter Greick Arquivo Pessoal Heather Price conta que dá aulas em uma universidade que os seus próprios filhos também estão entre os manifestantes que vão participar da greve na cidade de Seattle, nos Estados Unidos. "Eles me inspiraram a ser ativista", afirmou, em entrevista ao G1. "Eu apoio os alunos que querem ir à greve. Também acho que está na hora dos adultos se juntarem a eles. Os jovens ainda não podem votar. Nós adultos podemos. Os adultos precisam parar de queimar combustíveis fósseis e fazer a transição para fontes renováveis ​​o mais rápido possível. Nossas crianças não podem se dar ao luxo de queimar nem metade dos combustíveis fósseis conhecidos, se quisermos alguma chance de limitar o aquecimento global a um aumento de 1,5 ° C, recomendado pelos cientistas", diz, referindo-se à recomendação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Novo relatório climático do IPCC diz que 'mudanças sem precedentes' são necessárias para limitar aquecimento a 1,5ºC Heather Price, química atmosférica durante protesto pelo clima em Seattle. Heather diz que usa um vestido que marca a mudança de temperatura de 1850 a 2018, feita pelo climatologista Ed Hawkins. Arquivo pessoal
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19/09 - Após 20 dias, estudantes começam a desocupar reitoria da UFFS, em Chapecó
Alunos iniciaram saída logo após decisão em assembleia, no final da noite de quarta-feira (18). Prazo para desocupação é 10h de sexta (20). Estudantes começam a deixar prédio da reitoria da UFFS, em Chapecó Letícia Ferrari/NSC TV Os estudantes que ocupavam o prédio da reitoria da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó, no Oeste catarinense, começaram a sair do local, segundo alunos que participam do movimento. Uma assembleia na noite de quarta-feira (18) decidiu que eles vão deixar o prédio. A desocupação começou logo após essa reunião, por volta das 23h. Os alunos ocupavam o local desde 30 de agosto. Eles protestam contra a nomeação de Marcelo Recktenvald para reitor da universidade. Ele foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), mesmo sendo o terceiro colocado dos votos para o cargo. Os estudantes disseram à NSC TV que a manifestação é por considerar a postura do presidente antidemocrática. Estudantes ocupam a reitoria da UFFS após posse de reitor Fernanda Moro/NSC TV De acordo com a comunicação do movimento estudantil, os alunos decidiram na assembleia pela desocupação imediata. O prazo para entregar o prédio é 10h desta sexta (20), para que dê tempo de os estudantes limparem o espaço e doarem os alimentos que sobraram. Eles já tiraram faixas e cartazes que foram colocados na fachada do prédio. A assembleia ocorreu após a reunião ordinária do Conselho Universitário (Consuni) da UFFS. Nesse encontro, os conselheiros aprovaram os pedidos feitos pelos estudantes que estavam na ocupação. Por isso, os alunos aceitaram deixar o prédio da reitoria. Impasse No domingo (15), integrantes do Consuni apresentaram uma carta com pedido de renúncia a Marcelo Recktenvald do cargo de reitor da instituição. Os conselheiros, entre titulares e suplentes, exigem a renúncia por entenderem que "sua nomeação, feita pelo Presidente da República, por meio de Decreto publicado no Diário Oficial da União em 30 de agosto de 2019, representa clara violação à autonomia da UFFS e desrespeito para com a comunidade universitária". Recktenvald tomou posse como reitor em cerimônia em Brasília ocorrida em 4 de setembro. Lista tríplice Recktenvald assume o lugar de Jaime Giolo, que ocupava o cargo de reitor eleito da UFFS desde 2015, quando ocorreu o primeiro processo de consulta previa à comunidade universitária e a votação do Consuni. Antes disso, desde 2009, o próprio Giolo estava à frente do cargo como reitor pro tempore, ou seja, que foi designado temporariamente pelo Ministério da Educação (MEC). O processo de escolha de composição da lista tríplice para reitoria da universidade - o segundo em sua história - teve o primeiro turno realizado em 29 de abril deste ano. O processo de consulta prévia contou com quatro chapas inscritas e participação de mais de 6 mil pessoas. Recktenvald teve 21,40% do total de votantes, ficando em terceiro lugar. O reitor nomeado por Bolsonaro não chegou a participar do segundo turno do processo, realizado em 28 de maio. Participaram as duas chapas mais votadas. O resultado foi Anderson André Genro Alves Ribeiro em primeiro lugar, com 54,1%; e Antônio Inácio Andrioli, com 45,9%. Segundo a UFFS, não há hierarquia na lista tríplice, ou seja, qualquer um dos três indicados pelo Conselho Universitário pode ser nomeado. Conforme a legislação vigente, “o reitor e o vice-reitor de universidade federal serão nomeados pelo Presidente da República e escolhidos entre professores dos dois níveis mais elevados da carreira ou que possuam título de doutor, cujos nomes figurem em listas tríplices organizadas pelo respectivo colegiado máximo, ou outro colegiado que o englobe, instituído especificamente para este fim, sendo a votação uninominal”. O reitor recém-empossado da UFFS foi nomeado por meio do Decreto de 29 de agosto de 2019. A UFFS atualmente tem campi em seis cidades, entre os três estados do Sul. Em Santa Catarina está o maior deles, em Chapecó. No Rio Grande do Sul, são três campi, em Passo Fundo, Erechim e Cerro Largo. Há dois também no Paraná, em Laranjeiras do Sul e Realeza. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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19/09 - MEC retira apoio de proposta que prevê Fundeb permanente com 40% de recursos da União
Ministro da Educação diz que percentual de 15% seria suficiente e que discorda dos critérios incluídos na prévia da proposta da relatora Dorinha Rezende (DEM-TO). Abraham Weintraub Divulgação O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou nesta quinta-feira (19) que não apoiará, no Congresso, a proposta da deputada Dorinha Rezende (DEM-TO) para o novo modelo do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A parlamentar, relatora do tema na Câmara dos Deputados, defendeu nesta quarta (18) o aumento da participação da União, dos atuais 10%, para 40% no longo prazo. O MEC defende um percentual máximo menor, de 15%. Ministro defende Fundeb, metas e mensalidade na pós MEC propõe aumentar repasse do Fundeb para 15% “A gente não concorda. Considera uma proposta que fere o equilíbrio fiscal, não é solvente no longo prazo. A gente vai buscar uma outra solução”, disse o ministro. “Tecnicamente apresenta alguns erros, não tem nosso apoio. (...) Temos pouco menos de 1 ano e meio para buscar uma solução para o problema. Tem vários aspectos técnicos que apareceram, sem a gente estar ciente. Nos surpreendeu. Nós somos contra”, disse. O Fundeb é repassado pela União às secretarias estaduais e municipais. Os recursos são uma complementação para a educação básica, que vai do ensino infantil ao médio. A lei atual prevê o fim do fundo em 2020 e, por isso, o Congresso discute um novo formato para restabelece-lo. O tema é analisado em uma comissão especial da Câmara e, em seguida, terá de ser aprovado no plenário da Casa e no Senado Federal. O projeto é de emenda à Constituição (PEC) e, por isso, precisa do aval de 3/5 dos deputados e dos senadores para entrar em vigor. Cálculos divergentes Para chegar aos 40%, a proposta de Dorinha prevê que novas fontes de arrecadação sejam destinadas ao Fundeb. A lista inclui 75% de tudo que União, estados, municípios e DF arrecadarem em royalties de extração mineral – inclusive, petróleo e gás. Segundo Weintraub, o governo federal discorda dessa possibilidade. O MEC se baseia em estudos que estabelecem um investimento mínimo de R$ 4,3 mil por aluno, por ano, e diz que os 15% de verbas federais são suficientes para atingir esse patamar. “A previsão do preço do petróleo é muito volátil. Quando ela introduz critérios como esse, e ainda dá um exponencial de trazer 40% em vez de 15%, ela aumenta essa volatilidade, trazendo mais instabilidade. Tecnicamente, foi uma surpresa. e a gente está retirando o apoio”, disse o ministro. Estratégia em estudo O MEC não informou como essa mudança de postura será colocada em prática no Congresso. O governo pode enviar um novo texto, com os 15% defendidos pela equipe econômica, ou pode só pedir que a base aliada rejeite o relatório da deputada Dorinha Rezende. “Estamos abertos ao diálogo com o parlamento, respeitamos o parlamento. Falando em nome do Ministério da Economia e do governo federal, a proposta não está alinhada com o equilíbrio fiscal, a solvência fiscal a longo prazo do país”, disse Weintraub. Nos últimos meses, equipes do Ministério da Economia e do MEC fizeram diversas reuniões com parlamentares ligados à educação para debater o novo Fundeb. Há, no Congresso, pelo menos três projetos simultâneos sobre o tema – o percentual de 40% é o mais ambicioso dentre eles. Como funciona? Atualmente, o Fundeb reúne percentuais fixos da arrecadação de impostos de estados e municípios. Depois que esse valor é calculado, o governo federal complementa o fundo com 10% adicionais do montante. Esses 10% servem para complementar o orçamento de Estados e municípios que arrecadam menos, diminuindo as desigualdades regionais. Mas, especialistas argumentam que o valor é insuficiente e, por isso, alunos do Centro-Sul recebem mais verbas para educação pública que os do Norte e Nordeste. O Ministério da Educação defende que esse percentual chegue aos 15%, gradativamente e com cláusulas de desempenho dos governos beneficiados. Já a proposta elaborada pela deputada Dorinha prevê 15% no ano seguinte à entrada em vigor das novas regras, 25% no quinto ano e 40% no décimo primeiro ano. O governo federal diz que, se isso acontecer, todo o esforço de economia da Reforma da Previdência pode “escoar” para bancar esse repasse à educação básica. Durante a apresentação do relatório na quarta, a deputada apresentou números da consultoria legislativa da Câmara que apontam impacto de R$ 279 bilhões para a União em 10 anos. Ela, no entanto, não soube informar a base do cálculo e nem se esses valores foram corrigidos pela inflação.
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19/09 - Uso excessivo de tecnologia pode afetar capacidade das crianças de escrever, avaliam professores
Alunos apresentam dificuldades para escrever à mão devido ao costume de utilizar tablets e smartphones. O impacto da tecnologia afeta a aprendizagem das crianças nas escolas Unsplash Cada vez mais alunos apresentam dificuldades para escrever à mão. A constatação parece ser unânime entre professores e pais, seja na França ou no Brasil. O principal motivo: o uso excessivo de novas tecnologias, como tablets e smartphones, que acostumaram crianças e adolescentes à escrita digital. Em entrevista à RFI, especialistas alertam para os perigos deste fenômeno que tem graves consequências na capacidade da escrita.  “Ele não consegue segurar um lápis direito”, diz Luana, mãe de um menino de 6 anos que enfrenta dificuldades para aprender a escrever na escola. À RFI, a brasileira radicada na França contou que a criança se acostumou desde pequena a manipular o tablet e controles de videogames, o que acabou afetando sua coordenação motora. Segundo Luana, o garoto reconhece as letras, tem forte habilidade para cálculo, mas sua interação manual é inteiramente voltada para suportes digitais, cuja utilização domina com destreza. “Para ele, é mais fácil digitar algo do que segurar uma caneta. Afinal, essas tecnologias facilitam tudo. Utilizando apenas um dedo você pode escrever. Até pintar fica mais fácil”, observa. A dificuldade que Luana enfrenta com o filho, e que tem tentado solucionar com a ajuda de pedagogos e psicólogos, não é uma exceção. O fenômeno parece estar se tornando uma regra nas salas de aula, como contou à RFI a professora francesa Roxanne, que leciona para turmas do 5° ao 9° ano. “Percebo que os alunos não apenas estão mais lentos para escrever, mas que a prática os incomoda muito. Por exemplo, quando eles têm que copiar lições curtas, com cerca de dez linhas, frequentemente vários reclamam e me perguntam se ainda precisarão escrever muito mais”, relata a professora. Para piorar a situação, a professora percebe que há uma diminuição da prática da escrita durante as aulas. “Responsabilizo o sistema escolar francês por isso. Diante de programas cada vez mais densos, classes sobrecarregadas, a alunos com perfis diversos e com diferentes problemas de aprendizagem, os educadores têm menos tempo para treinar a escrita”, lamenta. Por que você deve parar de acreditar que 'não nasceu pra matemática' Menino que sofreu bullying por camiseta improvisada de universidade nos EUA ganha bolsa de estudos Exercícios de caligrafia para o 4° ano do ensino básico Nas escolas do Brasil, o panorama não é muito diferente. Flávia Machado é professora do 4° ano do ensino básico em Tubarão (SC). Percebendo a dificuldade dos alunos para escrever, ela diz que se viu obrigada a passar exercícios de caligrafia – uma técnica que antigamente era empregada para crianças no início da alfabetização. “Eles simplesmente não sabem escrever as letras corretamente. Nós sabemos, por exemplo, que quando queremos escrever à mão, começamos de baixo para cima, da esquerda para a direita. Mas tenho alunos que não obedecem essa sequência linear para escrever. Eles desenham as letras de forma incoerente”, afirma. Flávia diz que exige a escrita à mão em trabalhos em sala de aula e em deveres, mas as próprias famílias são resistentes à estratégia. “Se envio uma pesquisa para as crianças fazerem em casa, os pais começam a me mandar mensagens perguntando: ‘eles podem digitar, porque assim terminam mais rápido?’”, conta. Proibição de smartphones nas escolas francesas Desde o início do ano escolar de 2018, a França proibiu o uso de smartphones pessoais nas escolas, para o alívio dos professores. Além disso, após vários alertas a Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas famílias também tiveram a iniciativa de limitar o uso de novas tecnologias por crianças e adolescentes em casa. É o caso de Patricia, brasileira radicada na França, mãe de duas meninas, de 11 e 14 anos. Muitas famílias também tiveram a iniciativa de limitar o uso de novas tecnologias por crianças e adolescentes em casa. Unsplash “Minhas filhas não têm dificuldade ou resistência para escrever porque elas foram acostumadas desde cedo a não utilizar novas tecnologias. Elas também sempre foram incentivadas a se ocuparem com livros, com desenhos à mão, com jogos não eletrônicos, como dominó e quebra-cabeça. Para mim, sempre foi óbvio que quanto mais tarde elas tivessem contato com telas portáteis, melhor”, diz. Engenheira especializada em Ciência da Educação, Patricia é professora em um liceu particular profissional no sul da França, onde leciona para alunos de 13 a 21 anos. Para ela, o importante é saber utilizar as novas tecnologias, mas sem proibi-las. “Eu transmito isso para minhas filhas e meus alunos: existem outras maneiras de a gente passar nosso tempo que não seja diante de telas portáteis e virtuais. Mas não sou a favor de proibir as novas tecnologias. Elas são um aliado de peso na escolaridade para pessoas com deficiência, por exemplo. O importante é saber tornar as novas tecnologias em algo positivo na sua vida”, aconselha. Nem demonizar, nem idealizar Especialistas ouvidas pela RFI estão de acordo com a postura de Patricia. “Acho que não devemos nem demonizar, nem idealizar. Para mim, é realmente importante utilizar as duas alternativas no aprendizado. É preciso saber equilibrar”, avalia a grafoterapeuta Agnès Daubricourt. Autora do livro “Jeux d’Éveil à l’Écriture” (“Jogos Para Despertar para a Escrita”), a especialista elabora e aplica técnicas personalizadas para ensinar crianças a aprender e a melhorar a escrita. Segundo ela, a dificuldade para escrever faz cada vez mais parte do cotidiano de professores e pais. “É comum hoje vermos crianças que não conseguem segurar um lápis de forma ergonômica, que têm dificuldade para escrever”, observa. Segundo Daubricourt, além das novas tecnologias, outros fatores podem contribuir para dificultar o processo de aprendizagem da escrita, como a falta de estímulos ou exercícios físicos. “As crianças não usam suficientemente as mãos quando brincam, não manipulam suficientemente: são os efeitos da modernidade. Antes deixávamos os bebês brincando no chão, eles engatinhavam, escalavam… Mas hoje temos medo de micróbios, de sujeira, então os bebês ficam estáticos nos carrinhos. O que acontece é que os reflexos arcaicos não são ativados, os músculos não se tonificam e isso vai influenciar no aprendizado da escrita no futuro”, avalia. Por que é importante saber escrever à mão A psicopedagoga Larissa Fonseca, especialista em comportamento e desenvolvimento infantil e adolescente, defende a evolução da educação em paralelo com as inovações e as características das novas gerações. Entretanto, lembra que a escrita à mão não deve ser deixada de lado porque implica na aprendizagem de habilidades psicomotoras fundamentais para o desenvolvimento saudável e completo da criança. “A prática e o exercício da escrita não trazem apenas o aprendizado da grafia. São habilidades que vão muito além do decodificar as letras e as palavras”, salienta. De acordo com a especialista, diversas capacidades são desenvolvidas através da escrita no papel, como a memorização, a compreensão e a psicomotricidade. “Quando uma criança escreve à mão, ela registra melhor, ela pensa melhor, ela elabora as ideias de forma mais organizada. Então, a aprendizagem se torna mais significativa e efetiva”, reitera. Por isso, Fonseca aconselha a professores resgatarem o recurso dos livros físicos, da leitura, do exercício da escrita e da significação deste exercício. “A importância da escrita se perdeu hoje. Muita gente pensa que como se comunica através de e-mails ou WhatsApp, não faz mais sentido saber escrever à mão. Por isso é essencial retomar o significado da escrita como algo prazeroso e significativo”, considera. Para as famílias, a psicopedagoga sugere que pais e mães incentivem os filhos à escrever com mais frequência de forma lúdica e sem que esse exercício tenha o peso de uma obrigação. “Redijam em cartões postais, cartões de aniversário, façam listas de supermercado, bilhetes. A resinificação da escrita à mão como uma atividade prazerosa ajuda a auxiliar a familiaridade e a conexão com essa prática”, conclui.  Alfabetização: saiba as diferenças entre método fônico e método global
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19/09 - Governo do RS anuncia que Alvorada e Caxias do Sul vão receber escolas cívico-militares em 2020
Cada escola prevê investimento de cerca de R$ 1 milhão. Instituições que serão contempladas ainda precisam ser escolhidas por consulta pública. Definição deve ocorrer até o dia 27 de setembro. Secretaria Estadual de Educação divulgou os dois municípios que vão receber o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares Divulgação/Piratini O governo do Rio Grande do Sul anunciou nesta quinta-feira (19) que duas escolas da rede estadual serão contempladas pelo Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares, lançado pelo Ministério da Educação. As cidades escolhidas são Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e Caxias do Sul, na serra gaúcha. O formato piloto já deve começar em 2020, e prevê investimento de cerca de R$ 1 milhão por escola. As instituições que serão contempladas ainda precisam ser escolhidas por consulta pública. A definição deve ocorrer até o dia 27 de setembro. Como critérios, o governo federal exige que as instituições escolhidas pelos estados tenham de 500 a mil alunos, e contemplem estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e/ou o Ensino Médio. “Nossa prioridade são os municípios que integram o programa transversal do Governo, o RS Seguro. Também consideramos importante contemplar escolas localizadas em zonas de vulnerabilidade social”, explica o secretário estadual da Educação, Faisal Karam. Programa para incentivar criação O modelo cívico-militar é diferente do modelo das escolas militares mantidas pelas Forças Armadas. De acordo com o MEC, as secretarias estaduais de educação continuariam responsáveis pelos currículos escolares e caberia aos militares a atuação como monitores na gestão educacional. A ideia do governo federal é ofertar 216 escolas cívico-militares no país até 2023. Atualmente, o Brasil tem 203 escolas desse tipo, em 23 unidades da federação. O ministério destacou que esse modelo de escola será implantando, preferencialmente, em região com situações de vulnerabilidade social e baixos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador que mede a qualidade das escolas públicas. O governo pretende reduzir índices de violência, evasão, repetência e abandono escolar. O Ministério da Defesa utilizará militares da reserva das Forças Armadas para trabalhar nas escolas que aderirem ao novo programa. Os militares deverão ser contratados por meio de processo seletivo, com tempo mínimo de serviço de dois anos, prorrogável por até 10 anos. Os militares passarão por treinamento e receberão 30% da remuneração que recebiam antes da aposentadoria. Estados e municípios poderão destinar policiais e bombeiros militares para auxiliar na disciplina e organização das escolas.
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19/09 - Ensino superior a distância ofertou mais vagas que o presencial em 2018, aponta Censo da Educação Superior
Dados foram divulgados nesta quarta; tendência já era apontada em edições anteriores. Metade dos alunos não chega ao diploma; 'desperdício de recursos', diz ministro. Ao centro, o ministro da Educação Abraham Weintraub durante apresentação do Censo do Ensino Superior nesta quarta (19), em Brasília. À esquerda está Carlos Moreno, diretor de Estatísticas Educacionais do MEC e, à direita, Alexandre Lopes, presidente do Inep. Luis Fortes/MEC O número de vagas ofertadas pelo ensino superior a distância (EAD) superou em 2018, pela primeira vez, o número de oportunidades em cursos presenciais. No ano passado, foram 7.170.567 vagas remotas contra 6.358.534 vagas locais, respectivamente. O dado é do Censo do Ensino Superior, divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Dados do Censo do Ensino Superior são divulgados O resultado das vagas em EAD é reflexo direto do aumento dos cursos de graduação a distância, constatado em edições anteriores. Em 2018, por exemplo, o Censo do Ensino Superior mostrou uma alta de 17,6% no número de alunos nesta modalidar. “É a primeira vez que você tem um maior ensino a distância do que presencial. Acho que é uma tendência nacional e mundial, só tende a se consolidar e ampliar”, declarou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Matrículas presenciais lideram Apesar disso, a rede presencial ainda recebeu mais alunos novos, em 2018, que a rede a distância. Segundo o censo, foram 2.072.614 matrículas em vagas presenciais (28,9% do total ofertado), e 1.373.321 nas vagas à distância (21,5% do total ofertado). Das vagas preenchidas em todas essas redes de ensino, 58% dos alunos se inscreveram em cursos de bacharelado. Outros 21% iniciaram cursos de licenciatura (formação de professores), e os demais 21%, em cursos tecnológicos. Ao todo, 8,4 milhões de alunos estavam matriculados em alguma modalidade de ensino superior em 2018. Desse total, 20% estudavam em instituições públicas, e o restante, na rede privada. Alta desistência Weintraub criticou, ao apresentar os dados, o elevado grau de desistência dos jovens que entram no ensino superior. Dados dos últimos anos apontam que, em média, só um terço dos alunos termina o curso “na época certa”, ou seja, no número de semestres previsto. Metade dos matriculados abandona a faculdade sem concluir o curso. “Qualquer atividade econômica, e o ensino, mesmo público, é uma atividade econômica, tem que ter critérios de eficiência. A gente é muito ineficiente no Brasil, sendo que há um elevado grau também de pessoas que ficam muito mais tempo que o previsto”, declarou. “A conclusão óbvia é que, se a gente reduzisse significativamente essa ineficiência, a gente conseguiria dobrar o número de pessoas com ensino superior completo no Brasil utilizando os mesmos recursos disponíveis. Antes de investir mais, temos que olhar para eficiência. Não adianta jogar mais dinheiro em lugar onde a gente tem tanto desperdício, público ou privado.” Assim como nas últimas apresentações à imprensa, o ministro deixou o local do anúncio sem responder às perguntas de jornalistas. O MEC não informou como pretende atuar para reverter esse cenário. Sem crise Na apresentação, Weintraub também voltou a criticar o que chamou de “terrorismo da imprensa” sobre a crise financeira no ministério. Segundo ele, tanto a coleta de dados do Censo, quanto a realização das provas sob tutela do Inep (incluindo Enem e Encceja) vêm sendo concluídos sem problemas. “A primeira conclusão que eu gostaria de chamar atenção, mais importante de todas, é que a despeito de ilações que saíram em alguns veículos sobre risco de paralisia do Inep, a gente não vê nenhum problema na prática”, disse. Censo da Educação Superior O Censo da Educação Superior é feito todos os anos pelo Inep para levantar dados sobre as instituições de ensino, alunos e professores dos cursos de graduação e sequencias de formação específica. A ideia é fornecer informações sobre o setor e as tendências desenhadas. Os dados abrangem também o número de vagas oferecidas, inscrições, matrículas, ingressantes e concluintes e informações sobre os professores.
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19/09 - Pedidos de isenção para vagas ociosas da UFJF começam na próxima semana
São 1.032 oportunidades em diversos cursos de graduação para os campi de Juiz de Fora e Governador Valadares. Saiba como se inscrever. Cursos presenciais de graduação no campus Juiz de Fora da UFJF estão com 766 vagas ociosas, segundo edital UFJF/Divulgação A Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara) publicou edital para o preenchimento de 1.032 vagas ociosas nos dois campi da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O prazo para solicitação da taxa de isenção será nos dias 23 e 24. As inscrições serão nos dias 30 de setembro e 1º de outubro. A expectativa é de divulgação do resultado em janeiro de 2020. Conforme o edital 1/2019, os interessados podem concorrer às 766 vagas nos cursos presenciais de graduação oferecidas no campus de Juiz de Fora e às 266 em Governador Valadares. O documento informa as nove modalidades contempladas e a distribuição de vagas por cursos. As condições, os critérios de seleção de cada uma estão dispostos em cinco anexos na página da Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara). (confira abaixo a lista de cursos e de modalidades). Os excedentes dos processos seletivos originários (Pism e Sisu) devem acompanhar as publicações dos editais de reclassificação e as orientações da página da Cdara. No mesmo endereço online, os concorrentes às modalidades de reingresso, mudança de curso, transferência de IES e ingresso de graduado devem realizar a inscrição exclusivamente online. As modalidades de ingresso para as vagas ociosas são: ingresso de excedentes dos processos seletivos públicos originários; reinscrição ao curso de origem; mudança entre campi para curso de mesma nomenclatura; mudança de curso na mesma área (no mesmo campus ou entre campi); mudança de curso (no mesmo campus ou entre campi); transferência de instituição de ensino superior (IES) para curso de mesma nomenclatura; transferência de IES para curso de mesma área; ingresso para obtenção de outra graduação na mesma área; ingresso para obtenção de outra graduação. Cursos com vagas disponíveis no campus Juiz de Fora: Administração (diurno e noturno); Ciência da Computação (noturno); Ciência da Religião (Bacharelado e Licenciatura); Ciências Contábeis (diurno e noturno); Ciências Econômicas (diurno e noturno); Ciências Exatas; Enfermagem; Pedagogia – Licenciatura (noturno), Rádio, TV e Internet, Serviço Social (diurno), Serviço Social (noturno); Enfermagem, Medicina, Farmácia, Nutrição, Odontologia; Ciência da Computação (noturno), engenharias Ambiental e Sanitária; Computacional, Elétrica (habilitação em Energia); e Elétrica (habilitação em Telecomunicações); Estatística, Farmácia; Filosofia (Bacharelado/Licenciatura); Física (Bacharelado/Licenciatura – diurno); Física (Licenciatura, noturno); Geografia (Bacharelado/Licenciatura – diurno); Geografia (Licenciatura, noturno); História (Bacharelado/Licenciatura – diurno); Jornalismo (Diurno e Noturno); Letras Libras (Licenciatura); Letras (Licenciatura em Português/Licenciatura em Inglês, noturno); Matemática (Bacharelado/Licenciatura – diurno); Matemática (Licenciatura, noturno); Medicina; Medicina Veterinária; Nutrição; Odontologia; Pedagogia (Licenciatura, diurno); Psicologia; Química (Bacharelado/Licenciatura – diurno); Rádio, TV e Internet; Serviço Social (diurno e noturno); e Turismo (diurno e noturno). Cursos com vagas disponíveis no campus Governador Valadares: Administração; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas; Direito; Educação Física (bacharelado); Farmácia; Fisioterapia; Medicina e Nutrição.
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19/09 - Vestibular Unicamp 2020: com História entre mais concorridos, coordenador atribui interesse ao tempo de crise
Comvest registrou 1.178 candidatos para 32 vagas e coordenador vê, no momento atual, uma explicação para maior "curiosidade dos jovens". Vista aérea da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri/Ascom/Unicamp Com 1.178 candidatos na disputa por 32 vagas, o curso de História voltou a figurar entre os 10 mais concorridos no vestibular 2020 da Unicamp. Para José Alves de Freitas Neto, coordenador executivo da comissão responsável pelo exame, a Comvest, uma das explicações para o maior interesse na carreira tem relação com os "tempos de crise". Vestibular tem 3,4 mil inscrições a menos; índice de alunos da rede pública aumenta "As noções de crise fazem as pessoas se perguntarem mais sobre as origens, sobre os rumos em que estamos e consequentemente a procura pelo curso de História ajuda a explicar a curiosidade desses jovens em relação à história que fazemos e ao tempo presente em que estamos. São muitos os desafios, e consequentemente isso pode ter aumentado o interesse dos estudantes pelo curso." Presente na lista do top-10 no vestibular 2018, História deixou de figurar na relação dos cursos mais concorridos no exame do ano anterior, referente ao ingresso em 2019. Para 2020, o aumento entre os inscritos foi de 8,9%. "[O curso de História] emerge como um saber necessário e fundamental para compreender o mundo em que vivemos e estimular novas questões e respostas. O diálogo entre presente e passado torna-se ainda mais relevante", diz Neto. Outros fatores O coordenador do vestibular destaca que além do cenário de crise, há outros fatores que ajudam a explicar o maior interesse de estudantes pela área, em um ano que a universidade registrou queda de 3,4 mil candidatos em seu processo seletivo. "Os estudantes que optam por História, em geral, ouvem seus professores e a produção intelectual e acadêmica do departamento da Unicamp sempre foi de alto nível e de grande contribuição no debate nacional e internacional em temas variados: escravidão, gênero, patrimônio, religião, arte, cultura visual, dentre outros temas. Nesse sentido, há um reconhecimento como espaço de pesquisa e ensino bastante atuante", defende. Final da Olimpíada Nacional em História na Unicamp reúne 1,2 mil A realização da Olimpíada Nacional em História também é apontada como fator que estimula os jovens e ajuda na divulgação da área, além da "presença de docentes no debate nacional, seja pelas associações de especialistas, seja no espaço das redes sociais e mídias." Na contramão Enquanto a procura por História registrou aumento no vestibular 2020, a Comvest observa com atenção a redução de inscritos em outras áreas do conhecimento, principalmente as de licenciatura. "Faltam professores dessas áreas e há pouca gente querendo ser professor no Brasil atualmente", opina. De acordo com a organização, o total de inscritos para o curso noturno de licenciatura integrada de Química e Física caiu 50,2% em um ano - de 227 para 113 candidatos. Em Pedagogia, a queda foi de 13,7% (de 320 para 276 inscritos). Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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19/09 - Fuvest 2020: inscrições para o vestibular da USP terminam ao meio-dia desta sexta
Taxa de R$ 182 poderá ser paga até terça-feira (24). Primeira fase será dia 24 de novembro. Estudante confere sala onde fará prova da segunda fase da Fuvest em 2018 Celso Tavares/G1 As inscrições para o vestibular Fuvest 2020 que vai selecionar os candidatos para os cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP), terminam às 12h desta sexta-feira (20). As inscrições deverão ser feitas no site da Fuvest. Quem já se inscreveu também tem até o meio-dia desta sexta caso queira fazer alguma alteração, como a por exemplo, do curso escolhido. A taxa de inscrição custará R$ 182. O boleto deverá ser gerado até dia 20 de setembro e o pagamento até no máximo dia 24 de setembro. Não haverá devolução do dinheiro para quem não comparecer à prova. Ao todo serão disponibilizadas 8.317 vagas, sendo 5.424 pela ampla concorrência, 1.857 para alunos de escola pública, e 1.036 para candidatos pretos, pardos e indígenas (PPI) de escola pública. A primeira fase do vestibular ocorrerá no dia 24 de novembro e a segunda fase será nos dias 5 e 6 de janeiro de 2020. Assim como no ano passado, a segunda fase terá dois dias de provas, e não mais três, como era antigamente (veja o Manual do Candidato). Ao preencher o formulário de inscrição é necessário informar o CPF, o número do documento de identidade (RG) e anexar uma foto, cuja imagem deve ter fundo sem detalhes, destacando o rosto do candidato e sem acessórios. Essa imagem será comparada com a foto coletada nos dias de provas para reconhecimento facial. Os candidatos com deficiência precisam informar as necessidades de adaptação da prova no momento da inscrição. Eles também deverão anexar a documentação emitida por médico em formato digital até o dia 20 de setembro, quando terminam as inscrições. Serão reservadas 45% das vagas (5% a mais do que no ano passado) de cada curso para alunos que fizeram todo o ensino médio em escola pública. Também haverá seleção de vagas por meio do Sisu. Primeira fase Data: 24 de novembro Abertura dos portões: 12h30 Fechamento dos portões: 13h Duração: 5h Saída liberada a partir das: 17h Conteúdo: 90 questões de múltipla escolha, algumas interdisciplinares, de Biologia, Física, Geografia, História, Inglês, Matemática, Português e Química. Segunda fase Datas: 5 e 6 de janeiro Abertura dos portões: 12h30 Fechamento dos portões: 13h Duração: 4h por dia Saída liberada a partir das: 16h Conteúdo: 5/1- português (10 questões) e redação; 6/1 - 12 questões de duas, três ou quatro disciplinas, de acordo com a carreira escolhida. Para algumas carreiras, há prova de Habilidades Específicas de caráter eliminatório e classificatório. Livros (leitura obrigatória) Poemas Escolhidos – Gregório de Matos; Quincas Borba – Machado de Assis; O cortiço – Aluísio Azevedo; A relíquia – Eça de Queirós; Minha vida de menina – Helena Morley; Angústia – Graciliano Ramos; Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade; Sagarana – João Guimarães Rosa; Mayombe – Pepetela
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19/09 - 'Próximo de acontecer', diz secretário do Ministério da Economia sobre liberação de verba para o CNPq
Secretário-executivo Marcelo dos Guaranys disse que acordo com STF sobre verba da Petrobras não contempla diretamente as bolsas. Ele conta que relatórios indicam melhoria na arrecadação e que vai enviar ao Congresso pedido de suplementação. Marcelo dos Guaranys diz que liberação de verba para a CNPq está perto de acontecer. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados O secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, disse nesta quarta-feira (18) que a homologação de acordo no Supremo Tribunal Federal (STF) para utilização do fundo bilionário da Petrobras foi uma "boa notícia", juntamente com as prévias da arrecadação que sinalizam maior fôlego para descontingenciar o Orçamento da área de pesquisa. Segundo ele, a verba do Fundo Petrobras liberada para aplicação em pesquisa dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) não contempla diretamente as bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mas que o dinheiro vai dar "fôlego" para a gestão dos recursos. O secretário-executivo ainda se disse otimista com a melhora na arrecadação e que será resolvida a liberação da verba para o pagamento dos bolsistas em 2019. "Estamos tendo notícias boas de que isso está próximo de acontecer. Como vai acontecer são aspectos técnicos que vamos ter que terminar de elaborar", disse durante audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados. Guaranys disse que o governo está cumprindo e vai cumprir o acordo feito com os deputados. Isso porque, em 11 de junho, o Congresso Nacional aprovou por unanimidade que o governo pudesse contrair dívidas para abrir crédito suplementar e garantir o pagamento de contas públicas. Uma das condições era a liberação dos R$ 330 milhões que faltam ao CNPq para pagar as bolsas até o fim do ano. "Não estou afirmando que a gente vai usar os recursos do Supremo. (...) O que eu estou dizendo é que os R$ 330 milhões nós recomporemos. (...) Para cumprir acordos, a gente precisa de espaço orçamentário e precisa de receita. São duas coisas que estamos tentando viabilizar", disse. "Sobre o acordo do Supremo de ontem, que nos libera R$ 250 milhões sinalizados para a pesquisa, isso é importante para já nos gerar um aumento de fôlego, mas não só para isso, mas para outras áreas. O aumento de recursos necessários para a rubrica do CNPq é o que a gente está discutindo agora, não está no acordo (com o Supremo), a gente está discutindo como fazer", disse Guaranys. O secretário-executivo disse que o Ministério da Economia vai enviar ao Congresso Nacional um pedido formal para realizar a suplementação orçamentária de R$ 250 milhões. O valor é o mesmo liberado no acordo do fundo da Petrobras dentro do MCTIC. Além de celebrar o repasse do Fundo Petrobras, Guaranys destacou a perspectiva de números positivos na arrecadação. "Estamos na semana de fechamento de relatório das nossas execuções orçamentárias, as prévias que tivemos nos dão bons números de que poderemos respirar um pouco mais", disse Guaranys. “Nossa estimativa é a de que vamos ter os recursos necessários para que o CNPq tenha a recomposição orçamentária até o final do ano, garantindo que todos tenham suas bolsas”, disse o secretário-executivo. Presidente do CNPq diz que remanejamento de verbas para bolsas não é 'magia, caridade ou solução mirabolante' Pagamento ameaçado No começo do mês, o CNPq precisava de R$ 330 milhões para o pagamento das bolsas até o final deste ano. Uma parcela de R$ 82 milhões foi obtida com remanejamento de verbas dentro do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC), pasta à qual o CNPq é ligado. "A gente precisa recompor o orçamento que recebemos no ano passado (cerca de R$ 730 milhões) para quase R$ 1,1 bilhão. Havia um compromisso de R$ 330 milhões: nós já havíamos recomposto desde setembro R$ 80 milhões e agora precisamos de mais R$ 250 milhões", disse o secretário-executivo. "Precisamos de ajuda da Casa para suplementação orçamentária. Os recursos para isso dependem sempre de uma realização da receita, que nós acompanhamos bimestralmente, por meio dos nossos relatórios." - Marcelo Pacheco dos Guaranys, secretário-executivo do Ministério da Economia Procurado pelo G1, o CNPq informou via assessoria que ainda não havia uma definição oficial da destinação dos recursos do Fundo Petrobras para o CNPq, já que os valores são formalmente para o MCTIC.
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18/09 - Relatora quer Fundeb permanente com 40% de recursos da União
Deputada Dorinha Seabra Resende (DEM-TO) apresentou prévia de seu parecer e propôs aumento escalonado da participação do governo. Atualmente, União contribui com 10%. A deputada Dorinha Rezende (DEM-TO), relatora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe tornar permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), quer ampliar de 10% para 40% a participação da União no fundo. O Fundeb é repassado pela União às secretarias estaduais e municipais. Os recursos são uma complementação para a educação básica, que vai do ensino infantil ao médio. A lei atual prevê o fim do fundo em 2020 e, por isso, o Congresso discute um novo formato para restabelece-lo. A deputada apresentou nesta quarta-feira (18) uma prévia do seu relatório à comissão especial que analisa a proposta na Câmara. A partir dessa prévia será elaborado um texto final que terá de ser aprovado na própria comissão e depois no plenário da Casa. Atualmente, a União contribui com 10% para o Fundeb. A relatora propôs aumento escalonado em 10 anos, passando a 15% no ano seguinte à entrada em vigor da proposta, 25% no quinto ano e 40% no décimo primeiro ano. “Hoje nós temos o fundo, que 90% desse é bancado por Estados e municípios. A União coloca 10%, que são R$ 14 bilhões. Os Estados redistribuem e complementam com R$ 22 bilhões”, disse a relatora. Durante a apresentação do relatório, a deputada apresentou números da consultoria legislativa da Câmara que apontam impacto de R$ 279 bilhões para a União em 10 anos. Ela, no entanto, não soube informar a base do cálculo e nem se esses valores foram corrigidos pela inflação.
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18/09 - Unicamp 2020: vestibular tem 3,4 mil inscrições a menos; índice de alunos da rede pública aumenta
Coordenador vê reflexos de 'ataques às universidades' e da crise nos dados. Universidade registra redução em interessados nas cotas, mas alta em programa de bonificação. Estudantes durante a 2ª fase do vestibular 2019 da Unicamp Antoninho Perri / Unicamp O vestibular 2020 da Unicamp registrou 3,4 mil candidatos a menos inscritos neste processo seletivo, no comparativo com a edição anterior, segundo dados divulgados pela organização (Comvest) na tarde desta quarta-feira (18). Por outro lado, o índice de candidatos da rede pública aumentou no período. Veja abaixo quadro com variações e lista de cursos mais concorridos. As estatísticas liberadas pela universidade mostram que 72,8 mil candidatos estão na disputa por 2,5 mil vagas oferecidas em 69 cursos de graduação. No exame anterior foram 76,3 mil inscrições. Para o coordenador executivo da comissão responsável pelo exame, José Alves de Freitas Neto, a variação reflete "ataques às universidades públicas" e cenário de crise econômica. Confira calendário completo do vestibular Edição 2019 Geral: 76.312 Escola pública: 23.599 (30,9%) Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais): 21.033 (27,6%) Cotas étnico-raciais: 9.166 (12,%) Pretos e pardos - geral: 16.662 (21,8%) Isentos: 7.270 (9,5%) Edição 2020 Geral: 72.859 Escola pública: 23.464 (32,2%) Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais): 21.090 (28,9%) Cotas étnico-raciais: 8.037 (11%) Pretos e pardos - geral: 15.520 (21,3%) Isentos: 7.380 (10,1%) "Os resultados eram esperados. Nossa meta era ter entre 70 mil e 75 mil inscritos e conseguimos chegar [...] Porém, a queda pode ser entendida a partir de dados como o contínuo ataque às universidades públicas, que gera insegurança [...] Outro dado é a permanência da crise econômica e a preocupação das famílias sobre como manter filhos em outra cidade." Segundo ele, a manutenção da taxa em R$ 170 ocorreu justamente por causa do contexto de emprego e renda no país. Nesta edição, a Unicamp também elevou total de isenções concedidas. Dez cursos mais concorridos Medicina (325 candidatos por vaga); arquitetura e urbanismo (87 c/v); Ciências biológicas–integral (60 c/v); Comunicação social–midialogia (49 c/v); Ciência da computação (40 c/v); Farmácia–integral (39 c/v); História–integral (37 c/v); Engenharia da computação (38 c/v); Engenharia química–integral (35 c/v ) Enfermagem–integral (33 c/v). Mais alunos da rede Embora o número absoluto de candidatos oriundos da rede pública tenha diminuído, o índice de participação no vestibular subiu neste intervalo considerado - passou de 30,9% para 32,2%. "Ficamos satisfeitos com o aumento dos estudantes de escola pública. Mas, ainda assim, tem o fenômeno da auto-exclusão. São quase 600 mil concluintes no estado e pouco mais de 23 mil se candidataram", avalia Alves, professor de história do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. O coordenador executivo da Comvest, José Alves Mirela Von Zuben/G1 Busca por cotas x procura pelo Paais Além disso, de acordo com o levantamento, a Unicamp contabilizou baixas nas quantidades de candidatos pretos e pardos (incluindo matriculados na rede privada) e de pessoas que optaram por cotas étnico-raciais - possibilidade implementada desde a edição 2019 para elevar inclusão social. "Um dado interessante entre os autodeclarados pretos e pardos, mas que não optam pelas cotas, tem a ver com um estudo que fizemos na Unicamp. Parte deles considera que, tanto pelo critério sociocultural, portanto a realidade escolar, quanto a realidade socioeconômica, achava que não fazia jus às cotas, que não queria disputar na condição de cotista [...] Pode ser que tenhamos algum dado diferenciado nos resultados finais, considerando o perfil de candidatos nesse segmento." Sobre o Paais, programa que concede bônus aos candidatos oriundos da rede pública de forma facultativa - o inscrito opta por participar - Alves destaca que o aumento de interessados é positivo. "Alguns estudantes começam a observar vários cursos existentes e que são bastante acessíveis, porque tradicionalmente as pessoas olham somente os muito concorridos e deixam de ver que há uma série de cursos que tem demanda mais baixa e o aluno se sente mais confortável. Nesse sentido, toda política de bonificação para o estudante de escola pública está sendo utilizada." A pontuação do Paais ocorre nas duas fases do vestibular, na seguinte forma: 20 pontos para quem fez integralmente o ensino fundamental II em escolas públicas; 40 pontos para quem fez integralmente o ensino médio em escolas públicas; 60 pontos para quem cursou os dois períodos na rede pública Unicamp oferece 2,5 mil vagas na graduação Mirela Von Zuben/G1 Busca fora de SP Outro dado destacado pela comissão foi a alta na quantidade de inscritos fora do estado de São Paulo para realização do vestibular. As provas são realizadas nas duas fases em cinco capitais: Variações 2019-2020 Belo Horizonte (MG) - de 2.243 para 2.259; Brasília (DF) - de 1.754 para 1.862; Curitiba (PR) - de 1.067 para 1.071; Fortaleza (CE) - de 1.194 para 1.239; Salvador (BA) - de 1.119 para 1.208; "Como nestes estados as universidades federais são mais fortes que as estaduais, a cobertura da imprensa local sobre a crise, cortes de verbas e funcionamento das universidades federais contribui para que as pessoas olhem com mais carinho, afinco, a hipótese de disputar Unicamp. É nosso interesse ter os melhores estudantes de todo país e estamos satisfeitos com o aumento" diz Alves. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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18/09 - Por que você deve parar de acreditar que 'não nasceu pra matemática'
Cientistas apontam que crença em um 'cérebro matemático inato' é falsa e desestimula estudantes que poderiam ter êxito na disciplina; pesquisadora de Stanford ensina formas de tornar aprendizado mais fácil e criativo. Estudos tentam derrubar a ideia de que nascemos - ou não - com afinidade para a matemática Divulgação Em 2013, três pesquisadores italianos acompanharam 120 meninas de seis anos que cursavam a 1ª série. Eles perceberam que as meninas que acreditavam que a matemática não era para mulheres tinham desempenho pior na disciplina que os demais alunos participantes da pesquisa. Alguns anos antes, em 2007, um estudo feito nos EUA com 373 alunos (de ambos os sexos e diversas etnias) da 7ª série apontou que os estudantes que acreditavam que "ter uma certa quantidade de inteligência, sem poder mudar nada a respeito disso" não se destacavam em matemática, ao contrário dos estudantes que entendiam que sua própria inteligência era maleável. Estes são alguns dos estudos que, na última década, tentam derrubar a ideia de que nascemos — ou não — com afinidade para a matemática. Em vez disso, esse "cérebro matemático" parece ser em grande parte construído (ou atrofiado) pelas nossas ideias a respeito de nossas próprias habilidades, pelo nosso esforço e, não menos importante, pela forma como a matemática nos é ensinada em sala de aula. Precisamos realmente dar 10 mil passos por dia? O dia em que o mundo dos dinossauros veio abaixo As diferenças descobertas no DNA dos canhotos "Há algumas razões pelas quais acreditamos que somos ruins em matemática, e a primeira é a ideia equivocada de que ou você nasce com um 'cérebro matemático' ou não terá aptidão", diz à BBC News Brasil Jo Boaler, autora e pesquisadora do ensino da matemática pela Universidade de Stanford (EUA). "Muita gente acredita nisso e, na primeira vez em que enfrenta alguma dificuldade, passa a pensar: 'bem, então não tenho um cérebro matemático' e consolida uma visão negativa (de si) a partir daí." Outra razão, opina Boaler, é que a matemática muitas vezes é ensinada "de um modo incrivelmente chato, como se fosse uma matéria sem sentido, o que afasta as pessoas. A combinação disso (percepções pessoais e modelo de ensino) trouxe muitos danos." Pesquisadora de Stanford defende ensino mais colaborativo, visual e criativo da disciplina Pexels Boaler aborda o tema no livro Mente Sem Limites e participa nesta semana, em São Paulo, do 2º Seminário de Mentalidades Matemáticas, que também discute avanços neurocientíficos sustentando a ideia de que a disciplina é mais acessível do que se costuma pensar. Valorizar os erros e desestimular a rapidez A pesquisadora defende que a matemática faz mais sentido se for ensinada de forma visual (com desenhos, cubos, barbantes), com trabalhos em equipe que sejam criativos e colaborativos e exaltando — em vez de condenando — os erros cometidos durante o aprendizado. Boaler afirma que muitas aulas de matemática tradicionais valorizam em excesso a rapidez com que os alunos resolvem os exercícios, o que desestimula os que não conseguem acompanhar o ritmo. "Muitas crianças que poderiam ter um ótimo futuro na matemática acabam desistindo por achar que não são rápidas o bastante, quando na verdade os próprios matemáticos são lentos e flexíveis quanto à matemática", diz Boaler. "Outra descoberta libertadora da neurociência é que nosso cérebro cresce mais quando estamos nos esforçando e cometendo erros, embora a sensação (durante esse processo) seja ruim." – Jo Boaler, pesquisadora da Universidade de Stanford Boaler e sua equipe aplicaram essas estratégias de ensino em um grupo de 84 alunos de 11 a 13 anos na Califórnia, em 2017, na etapa equivalente ao ensino fundamental 2 brasileiro. Os jovens participaram de 18 aulas no projeto Youcubed, aprendendo matemática de um modo mais colaborativo. O resultado, diz a Universidade Stanford, é que nesse período eles aumentaram seus conhecimentos matemáticos no equivalente a 2,4 anos de ensino escolar. O site do projeto Youcubed (que tem versão em português) traz, atualmente, dezenas de sugestões de exercícios práticos para serem usados em sala de aula (ou em casa), desde a educação infantil até o fim do ensino médio. Exercício de matemática mostra a organização de bolas de gude em uma caixa Reprodução/Youcubed A atividade "Bolas de gude na caixa", por exemplo, sugere um jogo da velha em 3D que pode ser aplicado a alunos por volta de cinco anos. Profecia autorrealizável O que não significa, porém, que a matemática não exija esforço ou que o processo de aprendizado não esteja sujeito a frustrações. O que especialistas como Boaler têm defendido é que, no ambiente escolar, a percepção de que "não nasci para a matemática" acaba se convertendo em uma espécie de profecia autorrealizável. "A verdade é que você provavelmente é uma pessoa com afinidade à matemática e, ao pensar o contrário, está tolhendo sua própria carreira futura", escreveram dois acadêmicos, Miles Kimball, da Universidade de Michigan, e Noah Smith, da Universidade de Stony Brook, em artigo de 2013 na revista americana The Atlantic. "E o pior, ao pensar o contrário, você pode estar ajudando a perpetuar um pernicioso mito que prejudica as crianças menos privilegiadas: o mito da habilidade matemática genética e inata." Em contrapartida, dizem os autores, as crianças que desde cedo se acostumam a ouvir que levam jeito para a matemática acabam se esforçando mais e, em consequência, se saindo melhor. Atrasos brasileiros na matemática No Brasil, a matemática é considerada calcanhar de Aquiles por muitos estudantes. Oito em cada dez alunos concluem o ensino fundamental sem adquirir os conhecimentos esperados nessa disciplina, segundo o exame Prova Brasil de 2017. Na mais recente edição do exame internacional PISA, que em 2015 testou os conhecimentos de alunos de 15 anos em 70 países, o Brasil ficou em 66º lugar em matemática e 63º em ciências. Em um país com tantas deficiências de ensino, como tirar a matemática do papel de vilã? Para Boaler, isso começa pelo professor "mudar sua mensagem", deixando de pensar — e evitando que alunos pensem — que somente alguns poucos serão de fato capazes de aprender a disciplina. "E quando eles mudam sua mensagem e a forma de dar aula, veem instantaneamente que funciona e que mais alunos estão aprendendo. Daí o nosso esforço em mostrar aos professores que todas as crianças têm um potencial ilimitado e mostrar as evidências neurocientíficas disso", argumenta. Ela destaca, ao mesmo tempo, que muitos professores já adotam estratégias do tipo e são capazes de tornar a matemática sedutora. Recentemente, viralizou no Twitter a foto de uma prova de matemática em que o professor corrigiu a aluna quando esta disse que se considera "uma decepção" na disciplina. O professor riscou a frase "então não se assuste com o meu zero" e trocou-a por "então me ajude a entender melhor? Claro!" Foto registra bilhete inusitado de aluna e resposta inspiradora de professor Reprodução/Twitter Não se trata de apenas acreditar no próprio potencial, mas entender que, fisiologicamente, nosso cérebro é maleável o suficiente para aprender e crescer com os erros - ou seja, saber que inteligência é algo mutável, e não predeterminado. E pesquisadores descobriram que essa mensagem é ainda mais crucial em ambientes de pobreza e baixo estímulo. Em 2016, três outros acadêmicos de Stanford acompanharam alunos do ensino público do Chile e perceberam que "os de renda mais baixa tinham o dobro de propensão de achar que (sua inteligência) era fixa (e não maleável)". Isso, diz o estudo, "era um forte indicativo sobre o desempenho desses estudantes". Mas, mesmo entre os alunos de renda mais baixa, os que entendiam que sua inteligência poderia crescer pelo próprio esforço conseguiam alcançar os resultados mais altos dos colegas mais "abastados". "Os resultados indicam que o modo de pensar (sobre as próprias habilidades matemáticas) pode ser um mecanismo pelo qual desvantagens econômicas impactam o desempenho" estudantil, escreveram os autores Carol S. Dweck, Susana Claro e David Paunesku. "Não estamos sugerindo que fatores estruturais, como desigualdade econômica ou disparidades na qualidade das escolas, são menos importantes do que fatores psicológicos. Nem dizendo que ensinar os estudantes a mudar seu modo de pensar vai substituir esforços sistêmicos para aliviar a pobreza e a desigualdade. (...) Em vez disso, estamos sugerindo que desigualdades estruturais dão margem para desigualdades psicológicas, as quais reforçam o impacto das desigualdades estruturais no desempenho e nas oportunidades futuras (dos alunos)." O matemático Artur Ávila, primeiro brasileiro a ganhar (em 2014) a Medalha Fields, o mais prestigioso prêmio dessa disciplina, também já criticou ideias preconcebidas em torno da matemática. Arthur Ávila, um dos ganhadores da medalha em 2014 Bruno Albernaz/G1 "Quando se colocam na mídia estereótipos de que a matemática é para alguém com certos aspectos bem característicos, e a pessoa não se identifica com esse estereótipo, ela vai descartar a ideia de entrar na área. Isso é reproduzido também na esfera da família, que 'conforta' a pessoa na primeira dificuldade que tem com matemática, falando 'ah, mas não é para você mesmo, faz outra coisa'", afirmou Ávila, em fevereiro deste ano, ao Jornal da USP. "Toda a população deveria ser exposta à matemática como algo que é acessível e importante para todos. (...) Todo mundo com acesso à matemática ganha técnicas para seu trabalho e mesmo em suas relações na sociedade, no seu papel de cidadão. Estamos expostos a dados a todo momento. Se a pessoa não está preparada para lidar com números, é muito mais facilmente manipulada por pesquisas e gráficos, por exemplo." Por onde começar? Como, então, evitar que esse tipo de mito matemático se perpetue? No ambiente familiar, Jo Boaler sugere que os pais "passem uma mensagem positiva" aos filhos. "Mesmo que você odeie a matemática, seja entusiasta do aprendizado, mesmo que esteja fingindo", diz ela. "Para crianças pequenas, a ideia é procurar padrões no mundo: eles estão por toda a parte. Jogos também são ótimos, por exemplo os de dados. Só peço que tomem cuidado com os jogos que exigem rapidez, porque se criou essa ideia de que você precisa ser rápido ao resolver questões de matemática. Em vez disso, é mais importante incentivar a criatividade e a flexibilidade — entender que o cálculo de 12 x 4 pode ser feito de diversas formas diferentes. Isso ajudará seus cérebros a criar várias conexões diferentes." 'Não se preocupe, você não precisa ir bem em matemática' - um dos estereótipos de gênero que desestimulam meninas Pexels A pesquisadora também alerta para as disparidades de gênero que persistem nas ciências exatas e desencorajam muitas meninas a desenvolver suas habilidades matemáticas. Em seu livro, Boaler conta o caso de uma colega professora universitária que, quando estava na graduação, foi chamada para conversar por um professor de matemática. Ela se preparou para receber elogios por seu bom desempenho na matéria, mas em vez disso ouviu uma bronca do professor — ele deduzira que ela havia colado nas provas ou simplesmente memorizado tudo. "Essa professora me conta que, mesmo hoje, como acadêmica, ouve colegas falando a estudantes mulheres, 'não se preocupe, você não precisa ir bem em matemática'. Não há expectativa de que elas possam ir bem, o que é uma mensagem terrível, de que as exatas não são para elas." – Jo Boaler, pesquisadora da Universidade de Stanford Carol S. Dweck, outra pesquisadora do tema e autora de dois dos estudos citados nesta reportagem, defende em artigos que, em geral, estudantes precisam ser ensinados que, quando saem de sua zona de conforto e se esforçam, fazem seus cérebros formar conexões mais fortes. Disso nasce um círculo virtuoso: esses estudantes passam a acreditar que seu esforço é recompensado, criam objetivos mais ambiciosos para si mesmos e têm menos predisposição a atribuir fracassos a coisas que não podem controlar (a pensar, por exemplo, que foram mal porque "a prova era injusta"). "Passamos a eles a mensagem de que tudo é difícil antes de se tornar fácil", dizem Dweck e seus colegas em um dos estudos.
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18/09 - Raquel Dodge pede ao STF para derrubar 'qualquer ato' que configure censura a professores
Procuradora-geral é contra projetos como o Escola Sem Partido. No último dia à frente da PGR, pediu ao STF parar barrar ações cujo objetivo seja impor limites via 'vedações genéricas'. Raquel Dodge José Cruz/Agência Brasil A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta terça-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar "qualquer ato" do poder público que configure censura ou vigilância ao trabalho de professores. Raquel Dodge é, na prática, contra projetos como o Escola Sem Partido e, no último dia à frente da PGR, pediu ao Supremo para conceder uma decisão liminar (provisória) para barrar ações cujo objetivo seja impor limitações ao trabalho dos professores com base em "vedações genéricas". "Qualquer iniciativa voltada a censurar a livre expressão da atividade docente, com base nesse suposto dever de neutralidade, afronta a Constituição Federal e compromissos internacionais assumidos pelo Estado brasileiro em matéria de educação", afirma Dodge. O ministro a relatar o caso deverá ser sorteado nesta quarta (18), e o sucessor de Raquel Dodge no comando da PGR não poderá desistir do pedido, somente se manifestar de maneira contrária. Indicado para o cargo pelo presidente Jair Bolsonaro, o subprocurador Augusto Aras só poderá assumir a Procuradoria Geral da República se tiver a indicação aprovada pelo Senado. A sabatina e a votação devem acontecer na próxima semana. Antes de indicar Augusto Aras, Bolsonaro afirmou que escolheria alguém "alinhado com as bandeiras" do governo. O presidente da República diz com frequência ser contra o que chama de "ideologia de gênero" nas escolas. Limitações Para Raquel Dodge, os professores não podem sofrer limitações com base em "vedações genéricas e vagas" associadas a uma suposta "doutrinação política e ideológica"; à emissão de opiniões político-partidárias, religiosas ou filosóficas; à manifestação de convicções morais, religiosa ou ideológicas eventualmente contrárias às de estudantes, pais ou responsáveis; e à abordagem de questões relacionadas a gênero e sexualidade no ambiente escolar. Dodge afirma que o Ministério Público e o Poder Judiciário têm sido acionados cada vez mais sobre o assunto em razão de leis municipais e estaduais que tratam do tema ou em razão de discussões em andamento nas câmaras e assembleias locais. Para a procuradora-geral da República, é preciso afastar "qualquer interpretação que viabilize a realização de vigilância e censura da atividade docente". "A controvérsia quanto à constitucionalidade dessas iniciativas tem potencial para gerar graves problemas no sistema jurídico, uma vez que decisões conflitantes estão sendo tomadas a esse respeito, inclusive no que se refere ao controle de constitucionalidade de leis municipais e estaduais realizado pelos Estados-membros", diz. A procuradora defende ainda que a apresentação de ideias divergentes ajuda na formação dos alunos. "Tomar o estudante como tabula rasa a ser preenchida unilateralmente com o conteúdo exposto pelo docente, na forma proposta por esses movimentos, significa, portanto, rejeitar a dinâmica própria do processo de aprendizagem e negar ao ensino caráter democrático", afirmou. 'Controle' de ideias Raquel Dodge finaliza o documento enviado ao Supremo nesta terça-feira afirmando que programas como o Escola Sem Partido podem transformar escolas em "comitês de controle de ideias". "O programa 'Escola sem Partido' e movimentos correlatos promovem, portanto, desproporcional sacrífico da liberdade de expressão e das liberdades educacionais, por meio da tentativa de imposição de proibições genéricas, capazes de transformar estabelecimentos de ensino em comitês de controle de ideias debatidas em ambiente escolar, em manifesta oposição ao que estabelecem a Constituição da República e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, além dos diversos tratados internacionais", afirma.
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17/09 - Os adolescentes infratores que brilham na Olimpíada de Matemática
Internados na Fundação Casa, em São Paulo, tiveram boas notas e se classificaram para fase final de competição, mesmo tendo a educação interrompida em diversos momentos da vida. Os adolescentes se classificaram mesmo tendo a educação interrompida em diversos momentos da vida Diego Padgurschi/BBC Vanessa*, de 18 anos, foi uma dos 18 milhões de alunos brasileiros que participaram neste ano da primeira fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) neste ano. Mas, diferentemente da maioria dos outros concorrentes, ela não prestou a prova na escola. A jovem fez o teste em uma sala com lousa e carteiras, mas que tem grades nas janelas pequenas e altas e uma porta que normalmente fica trancada a cadeado. Também não usava uniforme de escola, mas chinelos e o conjunto cáqui obrigatório para crianças e adolescentes infratores internados na Fundação Casa, instituição em São Paulo, onde ela está há 5 meses. Vanessa sempre gostou muito de matemática, mas como estava sem estudar há 2 anos quando foi internada, ela não imaginou que iria bem na prova. Quando a professora deu "parabéns", no mês seguinte, dizendo que ela tinha passado para a segunda fase da Olimpíada, superando milhares de alunos que não estavam privados de liberdade, ela achou que tinham confundido seu mês de aniversário. "Eu não achei que ia passar. Para mim foi difícil, porque eu não lembrava muito das matérias." As adolescentes fazem aulas de manhã e atividades à tarde Diego Padgurschi/BBC Aluna do 1º ano do Ensino Médio, Vanessa voltou a estudar dentro da Fundação Casa. Ela havia saído da escola em 2017, mas seus estudos foram interrompidos diversas vezes ao longo da vida — ela chegou a morar na rua e em abrigos algumas vezes. Poucas visitas Na Unidade Chiquinha Gonzaga, ela não recebe muitas visitas, o que é comum entre as 103 adolescentes internadas ali. Assim como nos presídios para mulheres adultas, as meninas internadas na Fundação Casa recebem menos visitas que os meninos. Na pequena biblioteca da unidade, ela conta à BBC News Brasil que sua mãe morreu de câncer quando tinha 5 anos e seu pai foi preso por tráfico de drogas quando ela tinha 9. Nos seis anos em que o pai ficou preso, ela chegou a morar com o irmão, mas os dois passavam "mais tempo na rua no que em casa". "Eu gostava de estudar, mas era difícil, com minha família. Meu irmão tem problema de cabeça, eu não tinha muito incentivo." As jovens podem começar cursos do Senac e terminar depois do período de internação Diego Padgurschi/BBC Aos 12 anos, Vanessa começou a usar drogas e largou a escola. Depois saiu de casa. Chegou a morar em abrigos, tinha dificuldade em ficar, porque é proibido usar drogas nesses locais. Acabou indo viver na rua com outras crianças, no centro de São Paulo. "Não passava fome, porque eu pedia. Mas a gente passa muito frio, e quando chove é muito difícil achar lugar para dormir." Voltou a estudar quando o pai saiu da prisão e pode voltar a morar com ele, na zona norte de São Paulo. Começou a fazer supletivo para chegar ao ensino médio. Mas viver com o pai não era fácil, diz Vanessa, e sua vida não demorou muito para sair dos trilhos de novo. "Conheci um menino de abrigo e ele me chamou para ir ficar com ele no abrigo. Mas eu briguei com ele, os outros me chamaram para ir roubar, eu fui roubar e fui presa", conta ela, que tinha 17 anos na época. "Agora, eu tô vendo que a vida que eu tinha não era para mim. Que eu posso estudar, posso trabalhar. Que eu não preciso ficar na rua usando droga." Retorno às aulas Usuária de várias drogas desde criança, teve fortes crises de abstinência nos primeiros meses internada, mas com o uso de remédios e o acompanhamento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ela diz que as crises passaram. Com isso, ela pôde retomar as aulas, dadas todos os dias de manhã no centro de detenção. À tarde tem outras atividades, como participação no coral. O sucesso na primeira fase da Olimpíada não foi apenas uma surpresa, mas um incentivo para Vanessa continuar os estudos e fazer faculdade. Ela quer cursar engenharia civil ou assistência social. "Como eu já passei em abrigo, acho muito bonito o trabalho que elas (as assistentes sociais) fazem. Eu lembro muito do tio Moacir, que quando eu estava triste conversava comigo, fazia de tudo para eu não sair do abrigo, para eu não ficar na rua." Agora, ela se prepara para a segunda fase — diz que adora resolver problemas como a fórmula de Bhaskara (usada para resolver equações do segundo grau, ela explica) — que será no dia 28 de setembro. Os meninos recebem visitas com mais frequência do que as meninas Diego Padgurschi/BBC A Olimpíada foi criada em 2005 e seu objetivo é estimular o estudo da disciplina e identificar talentos na área, incentivando o ingresso de alunos na universidade nas áreas de ciência e tecnologia. Só mais uma prova A alguns quilômetros dali, na unidade masculina da Fundação Casa, a Rio Tâmisa, Aurélio* de 17 anos, também se prepara para a segunda fase da Olimpíada de Matemática. Participam da competição alunos do 6º ano do Ensino Fundamental até último ano do Ensino Médio; 54.831 escolas participaram. A prova da 2º fase será em 28 de setembro. As melhores provas serão premiadas com medalhas de ouro, prata e bronze - centenas delas são distribuídas a cada ano. A unidade em que Aurélio está internado se parece bem mais com uma prisão. Ele fez a prova da Olimpíada sem saber: achou que era só mais uma prova bimestral do 7º ano do Ensino Fundamental, que voltou a cursar desde que foi internado na instituição. Aurélio trabalha desde os 15, como ajudante de pedreiro, e morava com quatro irmãos, a mãe e o padrasto na zona norte de São Paulo. Fazia supletivo à noite para tentar recuperar os anos de escola perdidos por falta, mas às vezes ficava muito cansado e acabava não conseguindo ir. Desde os 10 sonhava em ter uma moto, diz, porque "gostava muito de adrenalina". Mas nunca conseguiu comprar uma com seu salário, e admite que acabou não seguindo os conselhos da família que dizia para "se afastar das amizades ruins e procurar coisas melhores". "Eu tava com um amigo e a gente viu uma moto e fomos roubar. E aí estávamos quase chegando em casa quando apareceu a polícia", admite. "Foi muito triste, minha mãe ficou arrasada." O bom resultado na Olímpiada trouxe uma esperança de continuar os estudos após sair da instituição para muitos jovens Diego Padgurschi/BBC Como costuma acontecer com mais frequência para os meninos do que para as meninas, Aurélio recebe visitas frequentes da família - da mãe, da madrinha, do padrasto e do pai. Ficou muito feliz ao descobrir que tinha passado para a segunda fase da Olimpíada e diz que isso é um grande incentivo para continuar a estudar. "A gente estava jogando dominó quando a professora veio e disse que eu tinha tido as três melhores notas da casa." Expectativas Aurélio conta que quer fazer um curso profissionalizante quando sair da instituição. "Arrumar um emprego, construir alguma coisa para mim. Comprar uma moto que aí, sim, seja minha, né?." A surpresa com o bom resultado na Olimpíada de Matemática é um traço comum entre todos os seis adolescentes infratores que conversaram com a BBC News Brasil. "Essa questão da autoestima é uma questão muito difícil e um ponto central a se trabalhar, porque muitas vezes eles não acham que são capazes de coisas boas", diz Priscilla Iris Jerônimo, diretora da Casa Rio Tâmisa. Aline*, de 17 anos, fez a prova com Vanessa, na Casa Chiquinha Gonzaga. Entre os alunos que brilharam na primeira fase, ela é quem tinha mais dificuldade na disciplina. Mas é esforçada - além das aulas normais de manhã, faz aulas de reforço à tarde e foi a última a sair da sala no dia da prova. "Todo mundo saindo, e eu na metade ainda, mas eu não queria chutar", diz ela, que havia deixado a escola no ano passado e retomou as aulas quando foi internada na instituição, em fevereiro deste ano. "Na minha sala (na escola) ninguém ligava para escola, e eu acabei fazendo amizades erradas, eu mentia para minha mãe dizendo que estava na aula e não ia", conta ela, que morava em uma comunidade com a família no interior de São Paulo. Com sete irmãos e a mãe cuidando da irmã pequena, a renda da família era pouca. Aline percebeu que poderia ganhar algum dinheiro fazendo como as amigas que vendiam drogas na comunidade. Erros e acertos Aline ficou quase um ano fora de escola e fora de casa, morando com amigos - sua mãe não sabia onde ela estava. "Ela ficou desesperada atrás de mim." "Fui traficar e foi assim que eu caí aqui", conta. "No começo não era ruim, quando você começa, conhece uma droga, você acha que é a popular da escola. Depois que eu vi que não era bem isso", reflete. "Antes eu falava para minha mãe que eu queria ter 17 anos para trabalhar e hoje eu tenho 17 anos e estou privada da minha liberdade." "Foi muito difícil, porque ninguém na minha família me ensinou essa vida errada. Mas também ninguém colocou uma arma na minha cabeça e me forçou, eu fui pela minha própria vontade. Depois eu percebi que eu errei, que essa vida não era para mim", diz ela. Durante a internação, começou a fazer diversos cursos profissionalizantes no Senac — como de garçonete e de atendimento telefônico — e pretende terminá-los quando sair. Quando sair, diz ela, quer arrumar um primeiro emprego em uma lanchonete, para poder fazer faculdade de matemática. "E depois quero me tornar professora." Aline diz que está ansiosa para contar para a mãe que se classificou na Olimpíada. "Acho que ela vai ficar feliz, porque ela fala tanto por telefone, 'filha, estuda, a mãe quer te ver no serviço, com uma vida boa, que essa vida não é para ninguém'." "Eu achava que minha mãe nunca ia me perdoar. Mas ela me perdoou." *Os nomes dos adolescentes foram alterados para preservar suas identidades
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17/09 - Audiência na Alesc discute bloqueio no orçamento da UFSC
Estudantes, professores e servidores da universidade participaram da reunião. Secretário de Planejamento e Orçamento da UFSC diz que se bloqueio continuar não há como terminar o ano. Audiência pública na Alesc discute bloqueios no orçamento da UFSC Bruno Collaço/Agência AL/Divulgação Estudantes, professores e servidores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, na tarde desta segunda-feira (16). Na oportunidade, foram discutidos os bloqueios feitos pelo Ministério da Educação (MEC) no orçamento da universidade. A audiência foi promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Desporto (CECD) da Assembleia Legislativa. Segundo o secretário de Planejamento e Orçamento da UFSC, Vladimir Arthur Fey, se os valores não forem desbloqueados a universidade não funcionará até o final do ano. O representante da Associação de Pós-Graduação da UFSC (APG) Iago Mendes Guimarães declarou que é importantes que os deputados federais assumam uma posição política para interferir na situação das universidades federais. De acordo com a Alesc, os participantes da audiência pediram o desbloqueio dos valores, o fim do programa Future-se, a manutenção das bolsas atuais, o reajuste e ampliação do programa de bolsas, o arquivamento do projeto da reforma da previdência, a revogação do teto dos gastos públicos, o apoio ao movimento grevista dos alunos e o respeito à autonomia da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Greve estudantil Os estudantes da UFSC decidiram entrar em greve. Eles são contra o bloqueio de verbas feito pelo Ministério da Educação (MEC) e contra o programa Future-se. A assembleia dos alunos ocorreu na tarde de terça-feira (10). Os alunos pedem o desbloqueio das verbas. A assembleia e votação desta terça ocorreram em uma tenda montada na frente do prédio da Reitoria no campus de Florianópolis. Somente estudantes participaram. Medidas de contenção No dia 29 de agosto, o reitor, Ubaldo Balthazar, apresentou à comunidade acadêmica medidas estudadas pela instituição para conter ainda mais gastos. O objetivo é acomodar os bloqueios de verba anunciados pelo MEC. "Se continuar no ritmo que está, nós vamos, quando muito, até o final de setembro. Depois pode até funcionar, mas precariamente", declarou. Rejeição ao Future-se Na terça-feira (3), em reunião ampliada do Conselho Universitário (CUn) foi decidido que a UFSC não vai aderir ao programa "Future-se" do Ministério da Educação (MEC). A manifestação institucional, aprovada por maioria, afirma que o contexto atual de medidas de bloqueio e cortes de verbas, além da "absoluta ausência de diálogo" trouxe incertezas quanto aos reais benefícios do Future-se e muitas dúvidas sobre os impactos acadêmicos que o programa pode trazer. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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16/09 - PUCRS abre inscrições para vestibular de verão; prova terá novo formato
Vestibular acontecerá em um dia só, e não em dois, como era feito até o último semestre. Além disso, prova terá um núcleo comum de disciplinas e um núcleo específico, voltado para a área de escolha do candidato. Vestibular da universidade será diferente neste ano, em alinhamento com as mudanças no ensino médio PUCRS/Divulgação As inscrições para o vestibular de verão da PUCRS já estão abertas pelo site da universidade. É possível se inscrever até o dia 16 de outubro. Neste ano, pela primeira vez, a prova será aplicada em um único dia, 27 de outubro, e não em dois, como nos anos anteriores. E terá um formato diferente. A composição das provas será dividida em dois núcleos: um comum, aplicado a todos os cursos, e outro específico, aplicado de acordo com o curso escolhido pelo candidato. Confira como serão os pesos das provas, de acordo com os cursos: Curso da Escola de Medicina 70 questões objetivas e prova de redação Núcleo comum: Língua Espanhola ou Inglesa, Matemática e Língua Portuguesa (30 questões / Peso 3), prova de redação (Peso 1) Núcleo específico: Física, Química e Biologia (20 questões / Peso 4), Literatura, História e Geografia (20 questões / Peso 2) Tempo para realização da prova: 5h30min Cursos da Escola de Ciências da Saúde e da Escola Politécnica 50 questões objetivas mais prova de redação Núcleo comum: Língua Espanhola ou Inglesa, Matemática e Língua Portuguesa (30 questões / Peso 3) e prova de redação (Peso 1) Núcleo específico: Física, Química e Biologia (20 questões / Peso 6) Tempo para realização da prova: 4h30min Cursos da Escola de Direito, da Escola de Negócios, da Escola de Humanidades e da Escola de Comunicação, Artes e Design – Famecos 50 questões objetivas e prova de redação Núcleo comum: Língua Espanhola ou Inglesa, Matemática e Língua Portuguesa (30 questões / Peso 3) e prova de redação (Peso 1) Núcleo específico: Literatura, História e Geografia (20 questões / Peso 6) Tempo para realização da prova: 4h30min A universidade esclarece que a mudança é consequência das novas diretrizes do ensino médio, que preveem, além de um conjunto de aprendizagens essenciais, maior aprofundamento por área de conhecimento. Quanto ao curso de Medicina, a prova terá um número maior de questões, e também mais tempo para realização, devido à grande concorrência. Modalidades de inscrição No momento da inscrição, o vestibulando poderá escolher entre três modalidades: realizar a prova da PUCRS; utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem); ou realizar a prova e utilizar a nota do Enem. Neste último caso, para a classificação valerá a melhor colocação: escore nas provas ou pontuação no Enem. Informações adicionais e os regulamentos dos programas de financiamento estão disponíveis no site da PUCRS. Outros detalhes podem ser obtidos na Central de Atendimento ao Aluno, no Living 360° (prédio 15), via WhatsApp, +55 (51) 99871-2972, ou pelo telefone (51) 2101-0110.
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16/09 - Sexta edição do Educação 360 começa nesta segunda-feira na Barra da Tijuca, no Rio
Ainda há vagas para algumas palestras do ciclo. Veja como se inscrever. Começa nesta segunda-feira (16), na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, a sexta edição do Educação 360, fórum organizado pelos jornais O Globo e Extra que reúne especialistas de todo o mundo. É possível se inscrever – de graça – na hora. Os focos do encontro deste ano são os seguintes temas: tecnologia, educação infantil e o papel do jovem. Nélida Piñon é um dos destaques GloboNews Destaques internacionais Martin Carnoy: professor da Escola de Educação da Universidade de Stanford (EUA), que vai falar sobre como formar bons professores no Brasil; Dave Cullen: autor dos livros “Columbine” e ”Parkland”, que tem acompanhado tragédias e suas repercussões nas vida das escolas, educadores e estudantes atingidos, e que lança este mês no brasil o livro sobre o massacre Henry Readhead: diretor da Escola Summerhill (Inglaterra), a primeira e a mais famosa escola democrática do mundo. Destaques brasileiros Felipe Neto: o youtuber encerra o segundo dia de painéis falando sobre educação e criatividade; Nélida Piñon: escritora e integrante da Academia Brasileira de Letras; Mozart Neves Ramos: membro do Conselho Nacional de Educação e diretor do Instituto Ayrton Senna; Debora Garófalo: primeira mulher brasileira a ficar entre os dez finalistas do Global Teacher Prize (Prêmio Professor Global), considerado o Nobel da educação. A programação completa está no site do evento.
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14/09 - O projeto que reduz em 40% o tempo que escolas ficam fechadas por causa de tiroteios
Organização não governamental adaptou estratégia que usa em regiões de guerra para treinar trabalhadores de escolas e postos de saúde brasileiros em caso de violência na vizinhança. No começo de julho deste ano, uma escola no bairro de Manguinhos, na zona norte do Rio, teve de interromper as aulas durante três dias seguidos por causa de tiroteios nas imediações. E não é um problema restrito: no primeiro semestre de 2017, nada menos que 1 em cada 4 escolas da rede municipal carioca perdeu algum dia de aula por causa da violência urbana, de acordo com levantamento do jornal Folha de S. Paulo. Alunos de creche de Duque de Caxias Divulgação/Marizilda Cruppe/CICV Para tentar amenizar o problema, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) criou um método chamado Acesso Mais Seguro (AMS). Consiste em adaptar para a realidade de escolas e unidades de saúde brasileiras os métodos que a organização usa em suas operações - inclusive em situações de conflito armado, onde a organização oferece ajuda humanitária há 150 anos. Segundo Mary Werntz, diretora-adjunta global de operações do CICV, o método começa pela criação de um plano de contingência, elaborado a partir de reuniões com a comunidade. A ideia, exposta em conversa com a BBC News Brasil ao fim de uma viagem de oito dias pelo Brasil, é que seja seguido em situações de violência (como um tiroteio). Em um dos municípios que adotaram o programa, o tempo que escolas, unidades de saúde e serviços de assistência social passam fechados por causa de situações de violência (como trocas de tiros) caiu 40%. Hoje, o AMS é usado em cinco cidades brasileiras: Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Duque de Caxias (RJ), e Fortaleza (CE), além do Rio. O programa também está sendo implementado em Vila Velha (ES). É feito em parceria com o poder público local - prefeituras e governos dos Estados. Os profissionais que trabalham na escola ou na unidade de saúde recebem treinamento para saber como reagir numa situação de risco - as funções de cada um são definidas, rotas de fuga são traçadas e uma pessoa é designada como responsável por contatar as famílias, por exemplo. O objetivo, diz Werntz, é evitar que o pânico tome conta. "O servidor de uma prefeitura nos disse que o programa tinha ajudado eles a, em vez de entrarem em pânico, agirem a partir do medo. E o medo, nessa situação, é motivador. Faz você agir com rapidez", diz ela. "Nosso objetivo é que cada pessoa saiba exatamente o que vai fazer se algo acontecer. A ideia toda é entender os riscos envolvidos e responder de forma efetiva", afirma. Consequências da violência armada Filipe Tomé de Carvalho, chefe-adjunto da Delegação Regional do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, explica que o Acesso Mais Seguro surgiu a partir de um projeto do CICV na cidade do Rio de Janeiro, de 2009 a 2013, cujo objetivo era entender em detalhes as consequências humanitárias da violência armada. "Começamos a trabalhar em colaboração com as autoridades das áreas de saúde e educação, e vimos que eles não tinham qualquer treinamento para mitigar os efeitos da violência", diz ele. "O que fizemos então foi adaptar a metodologia que nós mesmos usamos nas nossas atividades, do Comitê, em situações de violência, para treinar esses profissionais", explica Carvalho. "Imagine um tiroteio do lado de uma escola, na hora do recreio. No fundo, trata-se de estruturar uma resposta para reduzir os riscos. Sem essa preparação, cada um reage à sua maneira: uns com mais calma, outros com menos", explica ele. O CICV não tem por objetivo acabar com a violência urbana, diz ele - apenas permitir que os trabalhadores estejam em melhores condições para prestar serviços públicos à população. Zona de guerra? Creche em Duque de Caxias é uma das atendidas pelo projeto Acesso Mais Seguro do Comitê Internacional da Cruz Vermelha Divulgação/Marizilda Cruppe/CICV O fato de o método funcionar nas áreas violentas das cidades brasileiras não significa dizer que as escolas e postos de saúde funcionem em um ambiente de guerra, segundo Mary Werntz. "Os atores são diferentes, e as normas jurídicas que se aplicam, também", diz ela à BBC News Brasil. "Nós trabalhamos para atender as necessidades que vemos em campo. E certamente, em toda a América Latina há problemas que surgem por causa da violência urbana", diz. Embora a violência urbana tenha efeitos devastadores em algumas cidades brasileiras, o país não vive uma situação de conflito armado, do ponto de vista do Direito Internacional Humanitário. "Se você é uma pessoa vivendo em uma situação de grande violência urbana, ou se vive numa situação de conflito armado, haverá semelhanças. A incerteza, a dificuldade de conseguir informações para saber como cuidar da sua família; a questão de não conseguir informações confiáveis", diz Werntz. A diferença, diz ela, está nos governos: nas cidades brasileiras o poder público existe - contrata funcionários, estabelece normas, fornece serviços públicos. Em ambientes de guerra, isso não acontece - muitas vezes, o Estado não existe mais ou deixa de atuar. Por isso, a forma de atuação da organização também é bastante diferente em cada caso. Professor dá aula em escola em Porto Alegre Divulgação/Marizilda Cruppe/ CICV O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, diz Werntz, atua com base nos princípios da independência, neutralidade e imparcialidade. Inclusive quando a organização monta um hospital de campanha numa zona de conflito, por exemplo. "Há uma preocupação extrema da parte da Cruz Vermelha em deixar claro, especialmente numa situação de conflito, que nós não atuamos em favor de um lado ou de outro. Todo o valor do nosso trabalho reside no fato de nós termos essa capacidade de atravessar as divisões e falar com ambos os lados. Pegue o exemplo de um hospital de campanha: nós não somos um poder armado para chegar lá com tanques de guerra, ocupar o lugar e montar o hospital. É tudo negociado", diz ela. Werntz é natural da Suíça e trabalha com questões humanitárias desde 1989. Está na Cruz Vermelha desde 1995, e já atuou pela organização em lugares como a Rússia, Ucrânia, Geórgia e Moldávia, Azerbaijão, Butão, Índia e Nepal. Fundado em 1863 e sediado em Genebra, na Suíça, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha atua hoje em mais de 90 países do mundo, prestando assistência a vítimas de violência e de conflitos armados. No Brasil, o CICV atua hoje em outras frentes além do Acesso Mais Seguro: presta, por exemplo, assistência a familiares de pessoas desaparecidas e a imigrantes recém-chegados ao país no Estado de Roraima.
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13/09 - Após 65 anos, matemáticos finalmente solucionam 'enigma da soma dos três cubos'
Existem três números ao cubo cuja soma seja 42? Depois de mais de seis décadas sem solução, o enigma que intrigava matemáticos e entusiastas da teoria dos números por fim terminou 'Descobrir finalmente a solução para k=42 é muito gratificante; e, em certo sentido, confirma que tudo vai bem no mundo da matemática', afirma Andrew Sutherland, do MIT Andrew Shuterland/Arquivo Pessoal/BBC Foram meses testando fórmulas matemáticas, sem indício algum de que o esforço daria frutos. Por isso, quando os matemáticos Andrew Sutherland e Andrew Booker finalmente encontraram a resposta para o problema, o que sentiram foi uma verdadeira "explosão de emoção". O mistério dos números 6174 e 495 que intriga matemáticos há 70 anos O gênio que resolveu um dos maiores problemas matemáticos do milênio e desapareceu A questão sobre a qual se debruçavam não era nada fácil. Há 65 anos, matemáticos de todo o mundo tentavam resolver o quebra-cabeças da soma de três fatores elevados ao cubo que teria como resultado o número mais difícil de ser alcançado para essa equação: o 42. Ou, dito de outra maneira, a pergunta-chave era: existem mesmo três cubos cuja soma seja 42? Algoritmo inteligente Este problema – estabelecido pela primeira vez em 1954 na Universidade Cambridge, na Inglaterra, e conhecido como a "Equação diofantina x³+y³+z³=k" – desafiou os matemáticos a encontrar soluções para os números de 1 a 100. Quando formada por algarismos pequenos, uma equação como essa é mais fácil de resolver: por exemplo, o 29 poderia ser escrito como 3³+1³+1³. Por outro lado, há outros números que são insolúveis, como o 32. O enigma da soma de três cubos foi estabelecida pela primeira vez em 1954 na Universidade de Cambridge, na Inglaterra Loic Vennin/AFP Nos últimos anos, utilizando diversas técnicas e supercomputadores, todos os números foram resolvidos (ou, para alguns, definiu-se que não havia solução, como o 32), com exceção de dois algarismos: o 33 e o 42. O matemático Andrew Booker, da Universidade Bristol, então, criou um algoritmo inteligente que, depois de passar semanas rodando em seu supercomputador, em março deste ano encontrou a solução para o 33. Mas o número 42 tinha um outro nível de complexidade. Quando quis resolvê-lo, Booker percebeu que seu supercomputador não tinha capacidade suficiente para uma tarefa dessa magnitude. Ele, então, entrou em contato com seu amigo Andrew Sutherland, um dos principais pesquisadores do departamento de matemática do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Um parêntese: o número 42 tem significado especial para os fanáticos da saga de ficção-científica Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, porque essa é a resposta dada por um supercomputador à pergunta sobre "o sentido da vida, o universo e tudo mais". Fanático pela obra de Adams, o matemático Sutherland considerou a proposta do colega Booker irresistível. "Fiquei emocionado quando Andy pediu que eu me unisse a ele neste projeto", afirmou o pesquisador do MIT. 'Computador global' trouxe a solução O segredo por trás da solução do problema se chama Charity Engine, uma espécie de "computador global" que aproveita a potência de mais de 400 mil computadores domésticos do mundo todo. A cada um desses computadores, os matemáticos deram uma determinada faixa de possibilidades – ou, como nomearam, um "d" (parâmetro que determina um conjunto relativamente pequeno de possibilidades para x, y, z). A partir daí, os cálculos começaram. Este arquivo de gráficos vetoriais representa os tempos de cálculo para cada um dos mais de 400 mil computadores utilizados para executar a solução Andrew Shuterland/Arquivo Pessoal/BBC Depois de meses de trabalhos de adequação dos códigos, o Charity Engine enviou a Booker e Sutherland, finalmente, um muito esperado e-mail, com a almejada solução – que, atestou o supercomputador, é a seguinte: 42 = -80538738812075974³ + 80435758145817515³ + 12602123297335631³. "Minha primeira reação foi de choque. Com certeza, esperávamos encontrar uma solução. Mas, depois de centenas de milhares de informes que não traziam resultado, e de várias semanas de ajustes dos parâmetros, de checagens e rechecagens do código, quando veio a solução foi realmente uma grande surpresa", explicou Sutherland. Ao receber a solução, relembrou o matemático, ele sentiu-se tão eufórico que, ainda de pijamas, correu escada acima para contar à esposa. "Encontrar finalmente a tão esperada solução para o problema k=42 é muito gratificante. E, em certo sentido, confirma que tudo está bem no mundo das matemáticas", resumiu.
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13/09 - Orçamento do governo federal prevê cortes para educação básica em 2020
Serão R$ 230,1 milhões ante R$ 500 milhões autorizados anteriormente para infraestrutura de creches e escolas públicas em todo o país, uma queda de 54%. Verba para infraestrutura na educação vai sofrer corte de 54% O orçamento do Ministério da Educação (MEC) para 2020 prevê uma queda de 54% nos recursos destinados ao apoio à infraestrutura para a educação básica, se comparada à proposta apresentada em 2018 para o orçamento deste ano. Serão R$ 230,1 milhões ante R$ 500 milhões autorizados anteriormente. Já a dotação prevista para a concessão de bolsas de apoio à educação básica em 2020 é de R$ 451,7 milhões, um recuo de 43% na comparação dos R$ 793,5 milhões previstos na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional para ser executada este ano. Brasil tem 1.085 obras de creches e pré-escolas paradas e menor repasse de verbas desde 2009 As estimativas de receita para essas duas áreas são as mais baixas das quatro últimas propostas orçamentárias do MEC. É o que aponta análise dos projetos de Lei de Orçamentária realizada pelo movimento Todos Pela Educação, e obtida com exclusividade pela GloboNews. Os cortes fragilizam o discurso do atual governo de priorizar a educação básica, avalia o diretor de políticas educacionais da Todos Pela Educação, Olavo Nogueira Filho. Ao todo, o orçamento do MEC para 2020 terá um corte de 17%. Serão R$ 101,2 bilhões contra os R$ 121,9 bilhões previstos na proposta para este ano, segundo a análise da Todos Pela Educação. "O cenário econômico do país é, de fato, gravíssimo e os cortes atingem praticamente todas as áreas. Tendo um dos maiores orçamentos da Esplanada, seria difícil deixar a [verba da] Educação intacta. Porém, não está claro que houve uma priorização da educação básica" - Olavo Nogueira Filho, diretor de políticas educacionais da Todos pela Educação. Em nota, o MEC informou que "o orçamento possui mecanismos de retificação que permitem ao gestor alterar os valores destinados às programações de acordo com a avaliação e efetividade dos seus resultados." O ministério também diz que "a destinação de um valor maior para determinada programação não significa, necessariamente, que o recurso foi utilizado com eficiência. A atual gestão, em compromisso com a sociedade, buscará atuar na utilização eficiente dos recursos disponíveis." Procurado, o Ministério da Economia não se manifestou. Saiba quanto cada ministério perde na proposta de orçamento de 2020 Cortes atingem construção de creches A verba destinada para obras compõe a maior parte dos recursos destinados ao apoio à infraestrutura para a educação básica, segundo a análise feita pelo Todos Pela Educação. No orçamento para 2020, há a previsão de R$ 194,2 milhões para essa área, 30% a menos do que os R$ 277,5 milhões contabilizados na proposta anterior. Faz parte dessa verba, por exemplo, os projetos do Proinfância, programa que prevê repasses para municípios construírem ou ampliarem creches e pré-escolas em todo o país. Plano Nacional de Educação está com 80% das metas estagnadas, diz estudo Um dos objetivos da Meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE) é, até 2024, que 50% das crianças de até de 3 anos e 11 meses estejam matriculadas na creche. Segundo o Movimento Todos Pela Educação, em 2018, 35,6% das crianças brasileiras dessa faixa etária frequentavam a creche. A proposta de Orçamento do MEC para 2020 prevê também uma queda de 30% na receita destinada à implantação e adequação de estruturas esportivas escolares. Nesse caso, serão R$ 8,4 milhões ante R$ 12 milhões previstos para este ano. Já as bolsas de apoio à educação básica abrangem uma série de programas de apoio do MEC junto a estados e municípios, como, por exemplo, o Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular (ProBNCC). Segundo Olavo Nogueira Filho, as bolsas do ProBNCC são "fundamentais para garantir que diferentes redes de ensino, ou seja, escolas de diferentes Estados, tenham uma boa estrutura para implementação da Base Nacional Comum Curricular". A Base Nacional Comum Curricular define o conteúdo mínimo que os estudantes de todo o Brasil deverão aprender em sala de aula em cada etapa da educação básica. Mais dinheiro para livros didáticos Segundo a análise do Todos Pela Educação, o Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), destinado à produção, aquisição e distribuição de livros e materiais didáticos, teve um acréscimo de 24% entre os projetos de Lei Orçamentária de 2019 e 2020 (de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,3 bilhões). O orçamento de 2020 do MEC prevê uma rubrica nova, destinada às escolas cívico-militares, com dotação prevista de R$ 32 milhões. Trata-se de uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Orçamento do MEC A reportagem entrou em contato com o MEC para perguntar sobre o corte de 17% no orçamento. O MEC informou, em nota, que outras verbas vinculadas à pasta devem ser consideradas nesse cálculo. Nesse caso, sustenta o órgão, o orçamento previsto para 2019 foi de R$ 148,8 bilhões. Já para 2020, a previsão é de R$ 149,4 bilhões. Sobre essa divergência de valores, o MEC afirmou que "o orçamento do Ministério da Educação - MEC abrange todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos instituídos, cuja execução é de sua responsabilidade. Nesse sentido, o valor destinado ao Fundo de Financiamento Estudantil – FIES, órgão 74902 e ao órgão 73107, Transferência da Cota-Parte do Salário-Educação, que são recursos sob supervisão do Ministério da Educação, deve ser incluído no computo do orçamento total destinado ao MEC". Assim como ocorre com o orçamento das demais áreas estimado no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), a estimativa de receita e a fixação de despesa da União para a área da educação em 2020 pode ser alterada pelo Congresso Nacional, que recebeu o texto dessa proposta do Ministério da Economia no dia 30 de agosto.
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13/09 - Menino que sofreu bullying por camiseta improvisada de universidade nos EUA ganha bolsa de estudos
No começo do mês, a Universidade do Tennessee já havia lançado uma versão 'oficial' da camiseta que a criança tinha feito. Agora, anuciou que o menino vai poder estudar na instituição de graça. A camiseta improvisada que o aluno fez da Universidade do Tennesse, com a cor laranja, oficial da universidade Reprodução/Facebook/Laura Snyder O menino que criou uma versão improvisada da camiseta da Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos - e sofreu bullying por causa da roupa - acaba de receber mais uma notícia muito legal. A instituição anunciou, na quinta-feira (12), que ele foi aceito na faculdade a partir do outono americano de 2028. E o melhor: com uma bolsa de estudos integral. Initial plugin text "Em reconhecimento ao espírito de Voluntário [apelido dado aos alunos da instituição] desse estudante de quarta série, a universidade fez uma oferta de admissão honorária para ele se juntar à turma de 2032", anunciou a instituição, em seu site oficial, na quinta-feira (12). "Além disso, ele foi contemplado com uma bolsa de quatro anos que cobre as mensalidades e as taxas a partir do outono de 2028, se decidir estudar na Universidade do Tennessee e preencher os requisitos de admissão." De acordo com a universidade, mais de 50 mil camisetas com o desenho feito pelo menino já foram vendidas em pré-venda. Todos os lucros vão para uma instituição de caridade dedicada a combater o bullying, e a bolsa do garoto será coberta de forma separada pela universidade. Funcionários da instituição falaram várias vezes com a mãe do menino, que expressou gratidão e afirmou que a família ficou profundamente tocada com a comoção mundial com o caso. O garoto não teve o nome ou a idade divulgados. Na semana passada, a universidade já havia lançado uma versão "oficial" da camiseta criada por ele. Initial plugin text O sucesso foi imediato e imenso: no sábado (7), o site da loja da universidade simplesmente saiu do ar, sobrecarregado com o grande número de pessoas que queriam comprar a peça. Além de "oficializar" a versão improvisada do menino, a universidade também enviou a ele um kit cheio de brindes com a logomarca da instituição. Alguns dos brindes enviados pela da Universidade do Tennesse ao aluno em sua escola na Flórida Reprodução/Facebook/Laura Snyder
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12/09 - UFSCar tem 84 bolsas de mestrado e doutorado cortadas em 2019
Universidade também teve R$ 18 milhões destinados ao orçamento de manutenção bloqueados. 84 bolsas de mestrado e doutorado de novos alunos são cortadas na UFSCar A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) teve 84 bolsas de pesquisa para novos alunos cortadas pelo Ministério da Educação em 2019. A universidade ainda teve verbas bloqueadas e precisou reduzir custos. As bolsas eram concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), uma agência do governo federal para o financiamento de pesquisa no Brasil. Das bolsas cortadas, 57 são de mestrado e 27 de doutorado. 6.980 trabalhos publicados A UFSCar é uma das instituições de ensino superior que mais contribuem para a ciência no Brasil, nos últimos cinco anos, foram 6.980 trabalhos publicados. Mas se o bloqueio de verbas continuar, essa produção científica pode cair. “A curto prazo tem um impacto direto para novos estudantes e para a própria universidade, diante das suas demandas e do seu crescimento. Mas em médio e longo prazos, se esse tipo de contingenciamento de bolsas continua, o próprio país vai ter problemas no desenvolvimento de novas pesquisas”, alertou a reitora Wanda Hoffmann. Legenda Divulgação FAI UFSCar Na quarta-feira (11), o Ministério da Educação voltou atrás e anunciou que irá disponibilizar 3.182 bolsas das 5.613 que haviam sido congeladas para 2.020. Orçamento menor Não foram apenas as bolsas de pesquisa que sofreram cortes. Em março, o governo federal anunciou o bloqueio de R$ 18 milhões – o equivalente a 30% - da verba de custeio da universidade, que é usada para a manutenção do campus e em programas de assistência estudantil. De acordo com a reitoria, durante o ano, o governo liberou parte da verba contingenciada, mas não o suficiente para manter as despesas e a universidade precisou fazer cortes. “De um ano para o outro nós diminuímos o contrato com terceirizados em 17%. Isso é um desafio e o esforço nosso é readequar o trabalho desses terceirizados para não ter perdas nesse processo de manutenção”, afirmou Wanda. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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12/09 - Liminar restabelece matrícula de estudantes cotistas que tinham sido afastados na UFJF
Eles são investigados por suspeita de fraude no sistema de cotas. A universidade foi notificada e analisa quais medidas serão tomadas. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora A Justiça Federal aceitou nesta quinta-feira (12) um pedido de liminar para restabelecer a matrícula de estudantes cotistas que haviam sido afastados de cursos na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Segundo apurou a produção do MG2, os estudantes são investigados por suspeita de fraude no sistema de cotas da instituição, que havia cancelado as matrículas deles. A maioria dos estudantes é da Faculdade de Medicina. De acordo com a defesa dos estudantes, “foi comprovado que os estudantes não cometeram fraude, respeitando a regra exposta no edital da época em que ingressaram na universidade”. A UFJF informou ao MG2 que foi notificada nesta quinta e que ainda vai avaliar quais medidas serão tomadas pela instituição. Não foi divulgado o número de estudantes beneficiados pela liminar. Investigação Em agosto do ano passado, o G1 divulgou que a UFJF havia acolhido 17 das 92 denúncias e a Reitoria abriu Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Entre as 17 denúncias acatadas, mais da metade foi de alunos do curso de Medicina da UFJF - seis em Juiz de Fora e três em Governador Valadares. Em seguida, aparecem estudantes de direito, com duas ocorrências em cada campus e, por fim, discentes arquitetura, odontologia, engenharia elétrica e pedagogia, com um representante cada. Denúncias acatadas cotas UFJF UFJF/Reprodução Apuração após denúncia do DCE O Diretório Central dos Estudantes (DCE) e representantes de movimentos sociais e estudantis denunciaram a entrada irregular de alunos cotistas na UFJF e a universidade então criou a comissão para investigar dezenas de alunos. Alguns estudantes eram calouros e outros tinham se matriculado em 2017. Eles se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas para conseguirem uma vaga. Na ocasião, um abaixo assinado com quase três mil assinaturas denunciou pelo menos 40 suspeitas de fraudes na edição do primeiro semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism).
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12/09 - Câmara aprova projeto que prevê psicólogos nas escolas públicas
As escolas terão o prazo de um ano para dispor dos assistentes sociais e psicólogos no seu quadro de funcionários. Medida vale da pré-escola ao ensino médio. A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (12) projeto de lei que determina que as escolas públicas ofereçam serviços de psicologia e de assistência social aos alunos. Como o texto já passou pelo Senado Federal, seguirá para sanção presidencial. A medida valerá para a educação básica, que corresponde à pré-escola, e aos ensinos fundamental e médio, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). De acordo com o projeto, os estudantes serão atendidos por equipes multiprofissionais, ou seja, formadas por especialistas de diferentes áreas complementares. O grupo precisará considerar o projeto político-pedagógico das instituições públicas na hora do atendimento. "As equipes multiprofissionais deverão desenvolver ações voltadas para a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem, com a participação da comunidade escolar, atuando na mediação das relações sociais e institucionais", diz o texto. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) relatou o projeto no plenário da Câmara. Ela emitiu parecer pela aprovação do texto, exceto a de um artigo que estabelecia que estudantes com "necessidades específicas" seriam atendidos pela equipe da escola em parceria com profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS). As escolas terão o prazo de um ano para dispor dos assistentes sociais e psicólogos no seu quadro de funcionários. O relatório de Jandira Feghali explica ainda que não haverá necessariamente um profissional para cada escola. O psicólogo atuará na rede de ensino, estadual ou municipal.
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12/09 - Previsão do orçamento da Capes não permite novas bolsas em 2020, diz presidente do órgão
MEC conseguiu R$ 600 milhões a mais para o ano que vem, mas dinheiro só é suficiente para bancar bolsistas atuais. Ministério diz ‘buscar fontes’; CNPq prevê cenário mais positivo. Sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em Brasília TV Globo/Reprodução Principal entidade de fomento à pesquisa no país, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) ainda não sabe se conseguirá abrir bolsas para novos pesquisadores em 2020. MEC anuncia desbloqueio de 3.182 bolsas de pós-graduação de cursos com alta avaliação A afirmação é do presidente do órgão, Anderson Ribeiro Correia. Segundo ele, a proposta de orçamento que tramita atualmente no Congresso é suficiente apenas para garantir o pagamento, até dezembro de 2020, dos bolsistas que já estiverem inscritos em 1º de janeiro. “Esse orçamento extra que o ministro conseguiu na negociação com o Ministério da Economia vai garantir essas novas bolsas [ainda em 2019] e o que já temos para todo o ano que vem. O orçamento [...] vai para R$ 3 bilhões, mas ainda está abaixo do que a gente queria”, disse Correia. Até a manhã de quarta-feira (11), nem o pagamento das bolsas atuais estava garantido. No fim da tarde, após reunião no Ministério da Economia, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou reforço de R$ 600 milhões para a Capes em 2020. Com isso, se nada mudar, a Capes terá pouco mais de R$ 3 bilhões para custear as cerca de 215 mil bolsas de formação de professores, graduação, pós-graduação e intercâmbio. Descongelamento MEC e Capes desbloqueiam 3.182 bolsas de pós-graduação Esses R$ 600 milhões adicionais permitiram, ainda, que a Capes e o Ministério da Educação (MEC) descongelassem 3.182 bolsas de pós-graduação de cursos bem avaliados, que tinham sido bloqueadas na última semana. Ainda assim, 8.629 vagas em pós-graduações com notas 3 e 4 – as mais baixas no sistema da Capes – seguem travadas para novos alunos. Para essas, não há previsão de desbloqueio. O MEC já indicou, inclusive, que prefere reajustar o valor-base das bolsas, inalterado desde 2013, do que liberar mais vagas para cursos com desempenho ruim. Essas 3.182 vagas reabertas devem ser preenchidas ainda em 2019, gerando um custo de R$ 22 milhões até dezembro. Segundo o ministro Weintraub, esse dinheiro está garantido. O bloqueio preventivo, há uma semana, tinha sido motivado justamente pelo orçamento do ano que vem. “A gente está num país quebrado, destruído fiscalmente, socialmente, emocionalmente. E estamos reconstruindo o país. Passando a [reforma da] previdência, baixando homicídios, tentando resgatar a educação. (...) Estamos querendo buscar equilíbrio fiscal, e querendo que tudo seja pago até o final. Esse terror, esse pânico que tem sido feito não tem contribuído em nada”, diz Weintraub. Até a publicação dessa reportagem, nem o MEC nem o Ministério da Economia tinham informado de onde virão os R$ 600 milhões adicionais. Para incrementar o orçamento, o governo tem duas opções: ou tira de outro lugar, ou indica uma nova fonte de recursos (por exemplo, elevando a previsão de arrecadação de determinado imposto). CNPq otimista Responsável por cerca de 80 mil outras bolsas de pesquisa, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) projeta um cenário mais otimista para 2020. O órgão, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTIC), enfrenta dificuldades para fechar o ano atual e, até esta quarta, ainda precisava de R$ 330 milhões para pagar os últimos três meses de 2019. Mesmo assim, questionado pela TV Globo, o ministro Marcos Pontes disse que não prevê situação semelhante no próximo ano. “No ano que vem, no PLOA [Projeto de Lei Orçamentária Anual], está previsto um orçamento completo para o CNPq, diferente do ano passado, em que já tinha essa previsão de déficit. Para o ano que vem, não deve haver problemas”, declarou, na última semana. Segundo Pontes, a perspectiva é de que não haja bloqueio, corte ou sufoco para honrar as bolsas, já que o orçamento total previsto é superior ao custo desses benefícios. Ainda é cedo, no entanto, para dizer se será possível descongelar alguma das 6 mil bolsas atingidas em 2019. “À medida em que retorna o investimento, os contratos podem ser retomados. Para o ano que vem, a gente tem espaço, porque tem orçamento completo”, indicou.
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11/09 - MEC anuncia desbloqueio de 3.182 bolsas de pós-graduação de cursos com alta avaliação
Ao todo, 11 mil bolsas de pós-graduação do órgão estão bloqueadas; fonte do dinheiro não foi informada. Liberação vale para cursos avaliados com nota 5, 6 e 7. O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quarta-feira (11) que vai desbloquear 3.182 bolsas de pós-graduação dos cursos mais bem avaliados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A liberação vai custar R$ 22,4 milhões no orçamento 2019 da pasta. CNPq manobra para pagar 79 mil bolsistas; não é 'magia', diz presidente Antes do anúncio desta quarta-feira, o MEC e a Capes já tinham anunciado em três oportunidades o bloqueio, o congelamento ou o corte de 11.811 bolsas. Com a liberação das mais de 3 mil desta quarta, outras 8.692 bolsas continuam suspensas. Etapas do bloqueio Bloqueio de 3.474 bolsas em 9 de maio Bloqueio de 2.724 bolsas para cursos com conceito nota 3 em 4 de junho "Congelamento" de 5.613 bolsas durante a vigência (4 anos) em 2 de setembro Liberação de 3.182 bolsas para cursos com notas 5, 6 e 7 Quando anunciou o bloqueio de 5 mil bolsas, a Capes informou que sua previsão era ter metade do Orçamento de 2019 no próximo ano. Agora, o MEC anuncia que vai incorporar mais R$ 600 milhões para o Orçamento da Capes em 2020. Com isso, o valor total subirá de R$ 2,45 bilhões para cerca de R$ 3,05 bilhões. Orçamento 2020 O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que o acordo foi firmado com o Ministério da Economia, mas não detalhou de onde virá o dinheiro. "Os detalhes, temos que esperar o Orçamento-Geral da União. A construção do orçamento é dinâmica”, diz. Segundo Weintraub, essas vagas tinham sido bloqueadas porque a prévia do Orçamento 2020 não previa espaço para esses pagamentos. Após a reunião desta quarta, a expectativa é de que a rubrica da Educação para o ano que vem seja reforçada. “A gente só vai dar a bolsa se a gente tiver uma convicção muito grande que a gente consegue pagar. Como a gente ainda não tinha encontrado a solução, a gente pediu alguns poucos dias, embora alguns veículos não tenham sido leais [...] Encontramos a solução, e estamos soltando 3.182 novas bolsas”, declarou Weintraub. “O orçamento extra (mais R$ 600 milhões) vai garantir essas novas bolsas e a manutenção do que a gente tem em vigor para todo o ano que vem”, disse o presidente da Capes, Anderson Correia. Sequência de cortes Desde janeiro, o Ministério da Educação e a Capes já fizeram três anúncios de cortes em bolsas de pós-graduação, mestrado e doutorado. Em todos, o bloqueio afetou as vagas não ocupadas, que seriam (ou já estavam sendo) oferecidas em novos editais. Ao todo, 11 mil bolsas para novos pesquisadores foram congeladas na Capes. O órgão tem 211,7 mil bolsas ativas ao todo, mas só 92,6 mil são de pós-graduação. Isso significa que, na prática, cerca de 10% das vagas para esse nível de bolsas foram inativadas. Crise no CNPq A falta de dinheiro também atinge o outro principal órgão de fomento à pesquisa do país - o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Em julho, a entidade suspendeu a segunda fase de um edital para conceder novas bolsas, alegando falta de recursos. E, até esta quarta-feira (11), até mesmo o pagamento das 79.538 bolsas ativas estava em xeque. O ministério foi autorizado a remanejar R$ 82 milhões do próprio orçamento para pagar, em outubro, os valores referentes a setembro. Mas, para fechar o ano, o ministro Marcos Pontes diz que o Ministério da Economia precisa indicar de onde virão outros R$ 330 milhões. Sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em Brasília TV Globo/Reprodução
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11/09 - Presidente do CNPq diz que remanejamento de verbas para bolsas não é 'magia, caridade ou solução mirabolante'
Manoel da Silva disse que o remanejamento de verbas anunciado é "vender a janta para comprar o almoço". Para ele, o a resolução do problema é o aporte de R$ 330 milhões ao orçamento do órgão. O presidente substituto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Manoel da Silva, disse nesta terça (11) que o remanejamento de verbas para o pagamento de bolsas de pesquisas anunciado pelo governo na semana passada "não é magia, não é caridade, não é solução mirabolante que a Economia colocou. É falso vender essa ideia". O Ministério da Ciência e Tecnologia, pasta à qual o CNPq é ligado, anunciou na última terça-feira um remanejamento de R$ 82 milhões dentro do órgão. O ministério vai transferir verbas da área de fomento -- que abrangem despesas com insumos, equipamentos, viagens, materiais de pesquisa -- para o pagamento das bolsas de pesquisa relativas a setembro. Manoel da Silva afirmou que solução para o problema do CNPq neste ano seria o aporte de cerca de R$ 330 milhões. Isto porque a Lei Orçamentária Anual de 2019, que definiu quanto cada órgão do governo poderia gastar este ano, fixou o orçamento do conselho em R$ 784 milhões, mas o órgão tinha despesas na casa do R$ 1 bilhão. "O que aconteceu foi que o nosso orçamento vinha na faixa de R$1 bilhão e, no ano passado já baixou para isso. O governo passado abaixou o teto orçamentário do CNPq, o Congresso aprovou esse valor e foi com ele que chegamos para trabalhar neste ano”, disse. "Não é cortar daqui para por ali, não. É uma colcha de retalhos. Se você corta de um lado, fica o buraco ali. É isso o que está acontecendo", afirmou em outro momento da audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados que discutiu a situação do CNPq e da CAPES, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Deputados da oposição criticaram o governo por não ter cumprido o acordo de destinar parte do crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões, aprovado em 11 junho pelo Congresso Nacional. Uma das condições do acordo entre deputados e governo era a liberação dos R$ 330 milhões que faltam ao CNPq para pagar as bolsas até o final do ano. Segundo Manoel, o órgão "está vendendo o almoço para comprar o jantar". O deputado Bacelar (PODE-BA), autor do requerimento que requisitou a audiência pública, foi um dos mais enfáticos. "Votei no PLN 4 contra a minha vontade, porque demos R$ 250 bilhões a um governo irresponsável. Demos porque tinha R$ 330 milhões para o CNPq e até hoje nada. Faço esse apelo, nos expliquem cadê?", reclamou o parlamentar baiano. A deputada Caroline de Toni (PSL-SC) defendeu o governo federal. "Isto foi feito porque não tem dinheiro, nós queremos desenvolvimento tecnológico, mas temos que avaliar que tipo de pesquisa temos feito. O governou herdou uma herança maldita de corrupção", rebateu. José Ricardo Galdino, representante do Ministério da Economia, afirmou que o a equipe econômica estuda meios de enviar mais dinheiro ao CNPq. O governo estuda transferir gastos de outros órgãos. Uma melhora na arrecadação também poderia resolver a questão. "Temos que resolver o problema de não afetar o teto de gasto e o limite, respeitando a arrecadação. Existem boas perspectivas de arrecadação melhorar até o fim do ano. Estamos estudando o cancelamento de dotação de outros órgãos para recompor a dotação do MCTIC, para atender esses R$ 330 milhões, que foi o compromisso", afirmou Galdino. Além do problema para pagar as bolsas de pesquisas já em curso, a falta de recursos levou à suspensão de edital para bolsas de pesquisa em julho. Também participaram da audiência o presidente da CAPES, Anderson Ribeiro Correia, o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira, e Clayton Luiz Montes, do Ministério da Economia. (*Sob supervisão de Ardilhes Moreira)
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11/09 - USP e Unicamp são as melhores universidades brasileiras, aponta ranking internacional
Estudo é divulgado anualmente pela Times Higher Education. Vista da Praça do Relógio e Prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo - Campus Butantã. Marcos Santos/USP Imagens A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foram consideradas, pelo terceiro ano consecutivo, as melhores instituições de ensino superior brasileiras em um ranking mundial - o Times Higher Education, divulgado nesta quarta-feira (11). A USP está posicionada no bloco entre o 251º e 300º lugar. A Unicamp aparece mais abaixo, no grupo de 501º a 600º. No ano anterior, a Unicamp estava no grupo entre 400º e 500º. No ranking que considera mais de 1,3 mil universidades de 92 países, a líder é a Universidade de Oxford, na Inglaterra, pelo quarto ano consecutivo. Ranking Confira, abaixo, a colocação das instituições brasileiras citadas no ranking: Melhores universidades brasileiras em ranking mundial Melhores do mundo As dez primeiras posições do ranking mundial são ocupadas por universidades de apenas dois países: Reino Unido e Estados Unidos. Melhores do mundo, segundo ranking 2020 Critérios de avaliação O estudo analisa cinco critérios principais: qualidade de ensino (ambiente de aprendizagem, reputação, desempenho estudantil, número de professores com doutorado, docentes premiados e renda institucional); volume de publicações de pesquisa; citações em artigos científicos; projeção internacional (número de alunos e de professores estrangeiros); e troca de conhecimento com outras instituições.
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11/09 - Reino Unido altera regra e permite que estudantes estrangeiros fiquem mais tempo no país
Agora, os estudantes estrangeiros poderão permanecer no país durante os dois anos seguintes à graduação para encontrar um emprego. Estudantes estrangeiros poderão permanecer no Reino Unido por dois anos após formados para procurarem emprego. Monika Kozub/Unsplash Os estudantes estrangeiros no Reino Unido podem se beneficiar de uma mudança na política de vistos de estudo. Agora, eles podem permanecer no país por mais dois anos depois do término da graduação para procurar emprego. A nova medida, anunciada nesta quarta-feira (11) pelo Ministério do Interior, reverte uma decisão tomada em 2012 pela então secretária da pasta, Theresa May, que depois se tornou primeira-ministra. A medida anterior obrigava os estudantes estrangeiros a deixar o Reino Unido em até quatro meses após o término dos estudos. Londres, Tóquio e Melbourne são as melhores cidades para fazer intercâmbio, diz consultoria A mudança se aplica a estudantes estrangeiros do nível universitário ou de pós-graduação que iniciarão os estudos no próximo ano. Em 2018, o Reino Unido tinha 450 mil estrangeiros nessas condições. Para se encaixar nas novas regras, os estudantes devem estudar em uma instituição com histórico de manutenção de controle de imigração. Segundo a nova regra, não há restrições sobre o tipo de trabalho em que o estrangeiro pode atuar depois de terminar os estudos. Para a indiana Shreya Swamy, a proposta é um "grande passo", mas "tardia", pois a medida não vai ajudar estudantes que já moram no Reino Unido. Swamy está fazendo um mestrado no país. Ela diz que enfrenta muitas dificuldades para conseguir emprego devido à norma atual, que só lhe dá quatro meses para conseguir um trabalho. Empregos para estudantes estrangeiros "são quase nulos", diz ela, também culpando sua falta de experiência. "Sinto-me realmente desamparada e quase arrependida de estudar, porque vou acabar voltando para casa com um diploma que custou muito caro." O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que, com a mudança, os estudantes poderão "desbloquear seu potencial" e começar suas carreiras no país. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores, Sajid Javid, acrescentou que o governo "deveria ter revertido essa política tola anos atrás". Mas Alp Mehmet, diretor da Migration Watch UK – um grupo que defende o controle da imigração – criticou a ação do governo, chamando-a de "retrocesso". "Nossas universidades estão atraindo um número recorde de estudantes estrangeiros. Então não há necessidade de desvalorizar o visto de estudante, tornando-o um caminho para trabalhar aqui", acrescentou. Um novo projeto O anúncio do governo coincide com o lançamento de um projeto no valor de US$ 250 milhões (R$ 1 bilhão) do Biobank do Reino Unido, um recurso que contém informações e amostras de 500 mil pessoas. O Biobank do Reino Unido coletou amostras de DNA e informações de saúde de 500 mil voluntários britânicos por vários anos e agora está aberto a pesquisadores de qualquer lugar do mundo que desejem usar esses recursos para desenvolver novos tratamentos para doenças. Johnson disse que esses projetos não seriam possíveis "sem (o país) estar aberto às melhores e mais brilhantes pessoas do mundo para estudar e trabalhar" no Reino Unido. "É por isso que estamos apresentando um novo caminho para estudantes estrangeiros desbloquearem seu potencial e iniciarem suas carreiras no Reino Unido", acrescentou o primeiro-ministro.
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10/09 - Corte em bolsas da Capes vale também para programas de pós-graduação com alta nota de avaliação
O novo corte, anunciado no início de setembro (2), vai atingir 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado no Brasil a partir deste mês. Procurada pelo G1, a Capes não informou as pesquisas que seriam afetadas porque só tem acesso àquelas que estão ativas. Sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em Brasília TV Globo/Reprodução O mais recente corte de bolsas anunciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai impactar pesquisas desenvolvidas até em cursos com alta nota de avaliação. O novo corte, anunciado no início de setembro (2), vai atingir 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado no Brasil a partir deste mês. É o terceiro comunicado do tipo neste ano. Procurada pelo G1, a Capes não informou as pesquisas que seriam afetadas porque só tem acesso àquelas que estão ativas. Ao todo, a Capes vai deixar de oferecer cerca de 11 mil bolsas e não serão aceitos novos pesquisadores em 2019. Em junho, quando havia anunciado outro corte que atingiu 2,7 mil bolsas, a Capes afirmou que os cursos impactados seriam os de avaliação 3. Desta vez, serão todos. As notas variam de 1 a 7 e são usadas como referência para que as agências de fomento nacionais e internacionais possam distribuir bolsas de estudo, por exemplo. 4% dos cursos de mestrado e doutorado obtêm nota máxima e outros 3% podem ser descredenciados pela Capes Crise da Capes e do CNPq impacta pesquisas no país De acordo com a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), o corte atingirá 3/4 dos pesquisadores de mestrados e doutorados stricto sensu . "Essa medida impacta diretamente o sistema de pós-graduação, responsável por 90% da produção científica do país", afirma a entidade. "Essas políticas irracionais do governo causam prejuízos incalculáveis à produção de conhecimento, colocam em risco instituições de Estado fundamentais a qualquer aspiração de projeto de desenvolvimento nacional e reduzem o futuro do país à eterna condição de subdesenvolvimento, atraso e dependência", afirma a ANPG, em nota. De acordo com a associação, as bolsas estão há seis anos sem reajuste, período em que a inflação atingiu 37,17%, de acordo com a entidade. Fim das bolsas neste ano A Capes e o Ministério da Educação (MEC) tratam o novo anúncio como um "congelamento" e afirmam que a medida não vai afetar quem atualmente já recebe o benefício. Entretanto, a Capes admite que as bolsas não serão mais oferecidas nos próximos 4 anos, que é o período de vigência previsto caso elas tivessem sido concedidas neste mês. Ao todo, a Capes possui, 211.784 bolsas atividade em todas as áreas de atuação. Desse total, 92.680 são da pós-graduação. Assim, o corte anunciado vai representar o bloqueio de 2,65%. Orçamento para 2020 O MEC divulgou que, em 2020, a Capes só terá metade do Orçamento de 2019. Foram reservados R$ 2,2 bilhões para a instituição frente os R$ 4,25 bilhões previstos neste ano. Na proposta de orçamento para 2020, a perda prevista para todo o MEC é de 9%. De acordo com o governo, o corte de bolsas da Capes vai representar uma economia de R$ 37,8 milhões em 2019. A Capes teve R$ 300 milhões contingenciados neste ano. Considerando o impacto das 11 mil bolsas no Orçamento 2019, a coordenação economiza R$ 90,8 milhões no atual exercício. Ainda segundo a Capes, como as bolsas têm vida útil de 4 anos, a economia no período pode chegar a R$ 544 milhões. Histórico de cortes No primeiro anúncio de corte, em 9 de maio, a Capes comunicou o bloqueio de 3.474 bolsas. Depois, em 4 de junho, a Capes avisou que deixaria de oferecer 2,7 mil bolsas, sendo que esse número foi aplicado em cursos com conceito nota 3. Considerando todos os anúncios feitos até agora, o total de bolsas que deixarão de ser oferecidas em 2019 chega a 11.811.
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10/09 - Após sofrer bullying, menino tem sua versão de camiseta adotada por universidade nos EUA
Criança tinha feito versão improvisada com papel preso por alfinetes e provocou risos de colegas. Após iniciativa de professora chegar à Universidade do Tennessee, aluno e amigos ganharam brindes e seu ‘logo’ virou estampa oficial. A camiseta improvisada que o aluno fez da Universidade do Tennesse, com a cor laranja, oficial da universidade Reprodução/Facebook/Laura Snyder Fã da Universidade do Tennessee, um aluno do ensino fundamental de uma escola na Flórida criou sozinho sua própria versão da camiseta laranja da universidade para uma atividade. A versão improvisada, com um papel com as iniciais escritas a caneta e preso por alfinetes, o transformou inicialmente em vítima de bullying, mas também gerou uma campanha de solidariedade que chegou à própria Universidade. A decepção do garoto – que não teve seus nome e idade divulgados – depois que colegas riram de sua roupa comoveu uma de suas professoras, Laura Snyder, que decidiu comprar uma camiseta oficial da U.T. para ele. Mas, antes, ela usou seu perfil no Facebook para perguntar se algum de seus amigos tinha conhecidos na Universidade do Tennessee, para que de alguma forma pudesse tornar o presente mais elaborado. Alguns dos brindes enviados pela da Universidade do Tennesse ao aluno em sua escola na Flórida Reprodução/Facebook/Laura Snyder O que Snyder não podia imaginar era a repercussão que o post teria. Ao saber da história, representantes da U.T. avisaram que enviariam uma caixa com presentes oficiais para o aluno e seus colegas. E, ainda mais: inspirados no desenho do menino, criaram uma nova camiseta vendida no site da universidade, com o “logo” que a criança desenhou, revertendo parte dos lucros para uma iniciativa antibullying. Escolas no Brasil têm menos tempo para ensino e mais bullying entre alunos do que média internacional, indica pesquisa da OCDE O sucesso foi imediato e imenso: no sábado (7), o site da loja da universidade simplesmente saiu do ar, sobrecarregado com o grande número de pessoas que queriam comprar a peça. Initial plugin text Um dia antes, na sexta-feira, Snyder postou fotos dos presentes que chegaram à escola, e contou que o menino mal podia conter a alegria ao vestir sua camiseta e seu boné e distribuir aos amigos copos, toalhas e outros brindes que recebeu. Um representante da Universidade do Tennesse entrega presentes ao menino que criou a versão improvisada da camiseta em sua escola, na Flórida Reprodução/Facebook/Laura Snyder Ela também publicou uma foto de uma carta escrita pela mãe da criança, na qual esta agradece a iniciativa da professora, a resposta da universidade e a onda de solidariedade. “Posso dizer que passei muito tempo lendo todas as palavras bondosas em apoio ao meu filho e estou comovida além do que posso dizer... cada comentário, cada item enviado e ação tomada em relação ao meu filho jamais serão esquecidos, e tenho esperança de que servirão de inspiração para ele ao longo de sua vida”, escreveu.
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10/09 - Investimento por aluno no Brasil está abaixo da média dos países desenvolvidos, diz estudo da OCDE
Relatório mostra que professores ganham menos do que os colegas do exterior e, também, do que outros brasileiros com ensino superior. O Brasil investe mais em educação e menos por aluno do que a média dos países da OCDE. Jornal Nacional / TV Globo O Brasil investe mais em educação e menos por aluno do que a média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de acordo com o estudo Education at a Glance ("Educação em revista", na tradução livre do inglês), divulgado nesta terça-feira (10). O documento de 2019 analisa os sistema de educação de 36 países membros da organização, além de dez outros parceiros, como o Brasil, a Argentina, a China, a Rússia e a África do Sul, entre outros. Os dados mostram que, em 2016, o Brasil investiu 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) na área de educação, do ensino fundamental ao médio e técnico. O percentual está acima da média dos países da OCDE (3,2%) para o mesmo ano, mas o investimento proporcional por aluno é inferior à média dos países desenvolvidos. Confira os números no gráfico e abaixo, em texto. Confira abaixo o gasto por aluno e nível de ensino: US$ 3.800 por estudante do ensino fundamental 1 (média OCDE: US$ 8.600) US$ 3.700 por estudante do ensino fundamental 2 (média OCDE: US$ 10.200) US$ 4.100 por estudante do ensino médio e técnico (média OCDE US$ 10.000) Os valores levam em conta o poder de compra de cada moeda, e não a taxa cambial. Baixos salários De acordo com Camila de Moraes, analista de educação da OCDE, o baixo custo por aluno no Brasil está relacionado aos baixos salários pagos a estes profissionais no país. O estudo aponta que o salário médio dos professores no Brasil é menor do que na maioria dos países da OCDE, e que também é ao menos 13% menor do que o salário médio dos trabalhadores brasileiros com ensino superior. Confira os números no gráfico e abaixo, em texto. Confira abaixo a média de salário dos professores, por nível de ensino: Professores de ensino fundamental ganham US$ 22.500 anuais (média OCDE US$ 36.200) Professores de ensino médio ganham US$ 23.900 anuais (média OCDE US$ 45.800) Os valores levam em conta o poder de compra de cada moeda, e não a taxa cambial. Ensino superior Apenas 18% dos adultos no Brasil (entre 25 e 64 anos) têm ensino superior completo, menos da metade da média da OCDE (39%). Segundo este relatório, o país está próximo ao perfil mexicano, mas muito abaixo de outros países da América Latina. A taxa de adultos com ensino superior na Argentina é de 36%, no Chile é de 25%, e na Colômbia é de 23%. A OCDE ressalta, entretanto, que durante a última década houve um aumento no acesso ao ensino superior para as gerações mais jovens (25 a 34 anos) que saltou de 11% em 2008 para 21% em 2018. Mas ainda segue muito abaixo da média dos países da OCDE, que é de 44%. Apenas um terço (33%) dos estudantes de ensino superior concluem a graduação no tempo ideal. A média da OCDE é 39%. O estudo diz que 50% dos estudantes tendem a concluir a graduação após três anos do período ideal. Abaixo da média da OCDE, de 67%. Graduação Quase 3/4 dos estudantes de ensino superior brasileiro estão matriculados em entidades privadas, um contraste com outros níveis de ensino. Gastos públicos com ensino superior aumentaram 19% entre 2010 e 2016. Entretanto, gastos por estudantes de instituições públicas esteve abaixo da média em 2016, com US$ 14.200,10 em comparação com a média da OCDE de US$ 16.100. O ensino superior brasileiro é um dos menos internacionalizados dos países da OCDE e parceiros. Apenas 0,2% dos estudantes brasileiros são intercambistas. A média lá fora é de 6% dos estudantes em mobilidade. 0,6% dos estudantes brasileiros estão matriculados no exterior, menos da metade da OCDE (1,6%). Brasil investe por aluno menos da metade da média dos países desenvolvidos Pós-graduação Entre os jovens (25 a 34 anos) que concluíram o ensino superior, a maioria tem apenas o bacharelado. Apenas 0,84% desta população tem mestrado, contra 14,33% da OCDE e para o nível de doutorado, 0,11% dos jovens entre 25 e 34 anos, contra 0,84% da OCDE. Apenas 0,8% dos adultos entre 25 e 64 no Brasil têm um título de pós-graduação do tipo mestrado. A média da OCDE é de 13%. Já no nível de doutorado, apenas 0,2% dos adultos concluíram esta formação, enquanto a média entre os países ricos é de 1,1%. A analista de educação da OCDE no Brasil, Camila de Moraes, afirmou que não são consideradas hipóteses neste relatório e que as explicações para as variações nas taxas dependem do contexto do país. Equidade O estudo ainda mostra que as mulheres brasileiras entre 25 e 64 têm maior probabilidade (34%) de se matricular em um curso superior do que os homens, uma das diferenças entre gêneros mais destacadas entre os países membros da OCDE e parceiros. Essa separação aumenta ainda mais em gerações mais novas, entre 25 e 34 anos, a probabilidade de uma mulher cursar o ensino superior chega a 42%. As mulheres também são maioria em doutorados. No Brasil, 54% das formadas são doutoras, a média da OCDE é 47%. A OCDE aponta, entretanto, que mulheres têm menos chance de ser empregadas do que os homens em qualquer nível de escolaridade, mas ressalta que a diferença se amplifica em níveis mais baixos de educação. Mulheres são maioria nas universidades brasileiras, mas têm mais dificuldades em encontrar emprego Nem-nem Mais de 25% dos jovens entre 18 e 24 anos do Brasil, Colômbia, Costa Rica, Itália, África do Sul e Turquia não estudam e nem estão empregados, são considerados "nem-nem". A média de jovens nesta situação em países da OCDE é de 14%.
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09/09 - UFSCar prorroga inscrições para vestibular indígena até dia 16 de setembro
São oferecidas 65 vagas, sendo uma para cada opção de curso de graduação, nos campi São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino em Buri (SP). UFSCar prorroga inscrições para vestibular indígena até dia 16 Lidiane Volpi/UFSCar A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) prorrogou até 16 de setembro as inscrições para o vestibular indígena dos cursos de graduação presenciais com início em 2020. Os candidatos que ainda não se inscreveram terão mais uma semana para entrar no site da Coordenadoria de Ingresso na Graduação (CIG) e preencher a ficha e o questionário socioeducacional. Também será exigida a Declaração de Etnia e de Vínculo com Comunidade Indígena. O documento deve ser inserido pelo candidato no formulário eletrônico até o término do prazo de inscrições e, posteriormente, entregue à UFSCar até a data da prova. O edital completo com todos os passos está disponível no site. 65 vagas Vestibular oferta 65 vagas para candidatos indígenas em vários cursos Caliandra Segnini/G1 São oferecidas 65 vagas, sendo uma para cada opção de curso de graduação, distribuídas entre os campi São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino em Buri (SP). Ainda poderá ser acrescida mais uma única vaga por opção de curso, a partir daquelas que não forem preenchidas ao término da seleção específica feita pela universidade para ingresso de pessoas refugiadas. Seleção A prova será realizada no dia 24 de novembro em quatro cidades: Manaus (AM), Recife (PE), São Gabriel da Cachoeira (AM) e São Paulo (SP). É necessário preencher corretamente a declaração de etnia e de vínculo com comunidade indígena, a qual deverá ser inserida pelo candidato no formulário eletrônico até o término do prazo de inscrições. A via original impressa deverá ser entregue à UFSCar até a data da prova. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3351-8152 ou na seção Fale Conosco do site da CIG-UFSCar. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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